
Quando em conversa com os mais velhos, explica-se a maneira como eram tratadas as pessoas que se rebelavam contra o poder, os jovens se assustam e até mesmo adultos de 30 e poucos anos não conseguem visualizar esse passado não tão distante que durou 21 anos e findou há apenas 32 anos.
Parte obscura da história do Brasil onde na qual o grande cantor e compositor Gonzaguinha refere-se como “Memória de um tempo onde lutar por seu direito é um defeito que mata”, sem eufemismos, ele canta à gerações posteriores o radicalismo aplicado na época e os reais efeitos da ditadura para os brasileiros.
No real sentido da palavra ditadura, a descrição é de um governo autoritário exercido por uma pessoa ou por um grupo de pessoas, com supremacia do poder executivo. E tirando a violência, mas não a violação, como se pode afirmar que não o Brasil não vive uma ditadura?
Onde criminosos ditam as regras que afetam milhares, articulam barganhas que só beneficiam a eles mesmo, fazendo rodízio de poder entre figuras que já tem décadas e décadas de história no poder.
Ditadura porque pequenos grupos detentores do mercado, manipulam bilhões de dólares, afetando o tesouro nacional e ditando o ritmo do mercado, enquanto milhões de brasileiros torcem para que a inflação não chegue às prateleiras do mercado.
Essa falsa democracia, na qual uma pessoa é obrigada a votar, e mais, é obrigada a ter seus documentos de voto regularizados, mesmo que para isso precise permanecer horas em uma fila, sob pena de ameaça e mesmo sabendo que todos os políticos que vierem a mente podem estar envolvidos em corrupção.
Não é uma campanha contra o recadastramento biométrico. É um desabafo sobre o que realmente é prioridade dentro desse país. Enquanto não se pode colocar a mão no fogo por um único figurão da política estadual ou federal, somos coagidos a regularizar o documentos para votar, votar e votar.


