
Observando e refletindo sobre a própria vida, o que me parece é que, muitas vezes, quem menos ajuda recebe, mais forte se torna. Enquanto pessoas que se acostumam a receber ajuda constantemente se acomodam no benefício, os que recebem ajuda de menos, acabam por esforçar-se para superar todos os obstáculos, sejam eles quais forem.
Gosto de analisar a relação entre pais e filhos, bem como de marido e mulher e ainda entre amigos. Quando há um que muito faz, é comum que o outro (a) faça cada vez menos. E pior, que natural e inconscientemente, se habitue a isto.
Uma pessoa que se habituou a morar sozinha, nunca irá esperar que alguém vá por ela ao supermercado, ao banco ou simplesmente que faça a limpeza da casa. Alguém que vive o dia-a-dia sozinho, sabe que irá resolver todos os problemas sozinho e não espera que alguém o faça. De certa maneira, esta pessoa se torna mais independente e autossuficiente.
Um pai ou uma mãe que desde a infância protege seu filho de tudo, também retira dele a possibilidade de aprender a lidar com as adversidades da vida. Quando adultos, esses filhos terão dificuldade em enfrentar os problemas da vida em sociedade, pois num dia ruim, não haverá o pai ou a mãe para protegê-lo.
Quando fazemos demais, tiramos a possibilidade de nossos filhos de aprenderem a fazer por si mesmos. Na ilusão de que estamos ajudando e cuidando, acabamos por criar dificuldades futuras em suas vidas adultas.
Ajudar demais atrapalha
Ajudar demais atrapalha. Tira o instinto de sobrevivência do próximo e a chance do mesmo de crescer e se desenvolver como ser humano.
Uma mãe que ama tem que saber dizer não ao seu filho. E o mesmo serve para um homem ou uma mulher que espera ter um relacionamento duradouro e feliz.
Ninguém deve carregar o piano enquanto o outro leva o banquinho. Ou ainda pior, sentar em cima do piano, reclamando da vida.
Amor próprio e amor ao próximo, seja para com meu filho ou a pessoa que eu amo, deve exigir bom senso e equilíbrio.



