DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
A paralisação temporária do espaço aéreo de São Paulo na manhã desta quarta-feira (9), após uma suspeita de vazamento de gás em uma área ligada ao controle de aproximação, ganhou forte repercussão política em Brasília. O deputado federal Diego Garcia afirmou que o episódio evidencia uma “grave crise aérea” no país e cobrou explicações imediatas do governo federal.
A pane afetou pousos e decolagens nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos por cerca de 35 minutos, provocando atrasos em efeito cascata também em outros terminais do país. Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, a interrupção ocorreu após uma evacuação preventiva da área técnica, enquanto equipes avaliavam a suspeita de falha associada a um possível vazamento de gás.

Em publicação nas redes sociais, Diego Garcia classificou como preocupante o silêncio em torno do caso e questionou como os principais terminais aéreos do Brasil podem simplesmente parar de operar. Para o parlamentar, a situação não pode ser tratada como um episódio isolado, principalmente diante dos riscos à segurança de milhares de passageiros.
“Como é possível que os principais terminais do Brasil simplesmente parem? Isso não pode ser tratado como algo normal. E o mais grave: o que aconteceu hoje não é um episódio isolado. Estamos enfrentando muitos desafios que podem colocar em risco a segurança de milhares de pessoas todos os dias”, disse.
Presidente da Frente Parlamentar de Proteção ao Voo, lançada recentemente na Câmara dos Deputados, o deputado informou que apresentou um Requerimento de Informação cobrando do Ministério de Portos e Aeroportos detalhes sobre as medidas adotadas para evitar novas falhas no sistema.
“Lançamos na Câmara dos Deputados a Frente Parlamentar de Proteção ao Voo, da qual sou o presidente. Precisamos trazer esse tema para o centro do debate, dar transparência ao que está acontecendo e cobrar investigações sérias, com foco na prevenção.
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O foco, segundo Garcia, é entender quais salvaguardas estão sendo implementadas para impedir que crises como a desta quarta-feira coloquem em risco os milhões de brasileiros que utilizam o transporte aéreo diariamente.
“Foi pensando nisso que apresentei, assim que tive ciência do ocorrido, um Requerimento de Informação que obriga o Ministério de Portos e Aeroportos a explicar que medidas têm sido tomadas para evitar episódios como esses e, mais importante: Que salvaguardas o ministério está tomando para garantir que esse tipo de crise não coloque em risco os milhões de brasileiros que trafegam por nossas vias aéreas todos os dias?”, questionou.

