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Impasse entre médicos e prefeitura gera polêmica e manifestação em Carlópolis

Encerramento do Mais Médicos na cidade gera repercussão e mobilização social; manifestantes falam em “perseguição política”, e prefeitura diz agir pelo bem da população

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

CARLÓPOLIS - A decisão da Prefeitura de Carlópolis de encerrar a participação do município no programa Mais Médicos, do Governo Federal, provocou forte repercussão e mobilizou a população nos últimos dias. O prefeito Nilton Meira (PSD), com o aval do Executivo, justificou o corte apontando questões financeiras e políticas relacionadas ao orçamento municipal.

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A medida, no entanto, gerou críticas e protestos. Manifestantes consideram a decisão injusta com os profissionais e levantam suspeitas de motivação política. Uma denúncia já foi formalizada no Ministério Público pela moradora Luciane Barbosa de Souza Teixeira, que também organiza uma passeata contra o fim do programa na cidade.

Manifestação fala em “Perseguição política”

No início desta semana, Luciane procurou a Folha contando sobre a manifestação. Ela, que destacou ter forte participação em movimentos do gênero, afirmou que haveria uma passeata em favor dos médicos. “Precisamos de uma cobertura para mostrar a indignação da população”, disse ela.

Indagada sobre a motivação do movimento, Luciane afirmou que a decisão da prefeitura é uma injustiça contra os profissionais. Com firmeza e certeza em sua manifestação, ela ainda fez questão de pontuar que o caso envolve uma perseguição política, declarando que o prefeito Nilton Meira e a secretária de saúde do município, Lilian Claro, estão atuando em conformidade para prejudicar os médicos do programa Mais Médicos.

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“Isso é perseguição política. O prefeito e a secretária de saúde se uniram para retirar esses médicos, chegando a expor atestados, enquanto há profissionais aqui em Carlópolis que ficaram quase dois meses sem trabalhar, e ninguém questionou essa situação”, afirmou.

Luciane também alegou ter formalizado uma denúncia no Ministério Público do Paraná (MPPR). “Sou do povo e pelo povo. Não vou ficar de braços cruzados enquanto o poder Executivo quer aproveitar do seu poder para humilhar a classe mais baixa”, declarou.

A reportagem solicitou uma cópia da denúncia formalizada no MPPR, mas não obteve mais retorno de Luciane, que deixou de responder as mensagens via aplicativo Whatsapp.

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Prefeitura rebate e destaca questões financeiras

Frente às manifestações públicas e debates nas redes sociais, o prefeito Nilton Meira decidiu divulgar uma explicação formal em suas redes sociais sobre a decisão do Executivo em encerrar a participação do município no programa.

“Identificamos dificuldades operacionais no funcionamento do programa, especialmente em relação ao formato e às cotas de atendimento à população. Quando um paciente agendado falta, o médico vinculado ao programa não tem a obrigatoriedade de atender pacientes que chegam às unidades de saúde ou que aguardam a abertura de uma vaga”, explicou o prefeito.

O gestor declarou com clareza que a decisão não foi tomada precipitadamente, e sim fruto de reuniões em busca de alternativas e ajustes. Segundo o Executivo, todas as ações relacionadas ao encerramento do programa estão registradas em atas e documentos oficiais.

“Tem pessoas que usam suas redes sociais dizendo que defendem o povo, mas estão defendendo o programa e não as pessoas que ficaram sem atendimento. E é isso que queremos mudar”

Entre as dificuldades encontradas no funcionamento do programa, o prefeito destacou altos custos financeiros para o município que, quando analisados ao atendimento limitado, compila uma série de prejuízos para a gestão.

“O município repassa diretamente R$ 3,5 para cada profissional. Além disso, o Ministério da Saúde desconta outros R$ 14 mil do Fundo de Atenção Primária. Isso para cada médico do programa. Ou seja, cada profissional do Mais Médicos gera um custo de R$ 17,5 mil para o município”, concluiu Meira.

Diante do cenário, a gestão decidiu por encerrar a participação no programa. “Antes de qualquer decisão, a gestão realizou diversas reuniões com a coordenação do programa buscando alternativas e ajustes. Tudo está registrado em atas e documentos oficiais”, declarou.

“Não foi uma decisão fácil. Tivemos um ano inteiro de planejamento, instruções a respeito do programa, mas tivemos que tomar uma decisão, e essa é para melhor atender nossa população”, enfatizou.

Meira também esclareceu que o programa será substituído gradualmente. Segundo ele, “não se trata de retirar de imediato os médicos que atualmente prestam atendimento, mas de promover uma transição, com a substituição ao longo do tempo por profissionais selecionados por meio de credenciamento”.

“É uma decisão em busca de uma solução que garanta mais eficiência, acesso e qualidade no atendimento médico à população. Sendo assim, o encerramento do programa só acontecerá depois da conclusão do credenciamento dos novos profissionais, credenciamento este que já está em andamento”, justificou o prefeito.

Duas mil pessoas ficaram sem atendimento

O prefeito Nilton Meira também fez questão de expor situações que deixaram mais de duas mil pessoas sem atendimento no ano passado. Ele destacou que durante o ano de 2025, foram registradas 63 faltas dos profissionais atrelados ao programa. “Embora justificáveis por atestado médico, essas faltas impactaram diretamente o atendimento da nossa população”, afirmou.

Ele também fez menção às manifestações opostas à decisão, destacando que os envolvidos estão defendendo a causa errada. “Tem pessoas que usam suas redes sociais dizendo que defendem o povo, mas estão defendendo o programa e não as pessoas que ficaram sem atendimento. E é isso que queremos mudar”, pontuou.

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