Redação - Folha Extra
SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante da herança de seu tio, o médico Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em sua residência em janeiro de 2026. O espólio, avaliado em cerca de R$ 5 milhões, ficará sob a administração de Suzane enquanto o processo de inventário segue em tramitação. Ela foi a única parente a se habilitar formalmente no processo, o que a tornou legalmente responsável pela gestão e preservação dos bens até a conclusão da partilha.
A nomeação de Suzane ocorre em meio a uma disputa familiar. Parentes do falecido questionam a decisão, alegando que alguns deles tinham direito à herança devido a união estável ou outros vínculos familiares, e tentam contestar a nomeação judicial. A Justiça, entretanto, manteve Suzane como inventariante, ressaltando que a função é administrativa e temporária, sem implicar na posse definitiva do patrimônio.
O cargo de inventariante exige que Suzane organize os bens, represente o espólio legalmente e cumpra todas as obrigações do processo de inventário, incluindo o pagamento de dívidas e a conservação do patrimônio até que a partilha seja concluída. A função não permite que a herança seja utilizada pessoalmente antes do término do processo judicial.
O caso voltou a ganhar destaque nacional por envolver Suzane von Richthofen, conhecida pelo crime de assassinato de seus pais em 2002. A movimentação em torno da herança de seu tio desperta interesse público e debate sobre direitos sucessórios, responsabilidades do inventariante e a administração de patrimônios em processos judiciais em andamento. A disputa judicial deve continuar nos próximos meses, à medida que novas informações e recursos forem apresentados, mantendo o caso sob atenção da mídia e do público.


