Há uma década, o mundo viveu uma pandemia da chamada gripe suína, o que causou medo em grande parte da população. Tecnicamente chamada de Influenza H1N1, o vírus se manifesta como uma gripe, mas pode levar o enfermo a morte. Foi o que aconteceu em Santo Antônio da Platina. Município não registrava mortes devido a doença desde 2016.
De acordo com boletim publicado pela Secretaria de Estado da Saúde, foi confirmada nesta quarta-feira (11) a primeira morte provocada pelo vírus H1N1 no Paraná este ano. A vítima tinha 59 anos e, como uma onda que tem tomado conta da população nos últimos meses, não havia sido vacinado e nem fez o uso do Tamiflu, antiviral que combate a doença se consumido nas primeiras 48 horas após a manifestação dos sintomas.
Ainda segundo a SESA, na região do Norte Pioneiro ainda há a suspeita de outros sete casos de pacientes que estejam contaminados pelo vírus H1N1, sendo que seis são pacientes de Santo Antônio da Platina e um de Joaquim Távora.
Em busca de proporcionar mais informações e segurança à população, a Folha Extra conversou com o diretor da 19ª Regional de Saúde, Ronaldo Trevisan, para saber mais sobre a doença e os riscos para os moradores da região.

Primeiramente, Ronaldo tranquilizou a população informando que há todo um estudo e planejamento para o controle epidemiológico. “A 19ª regional, assim como outras secretarias do Estado, realizam um acompanhamento para saber qual é o tipo de vírus que está circulando em cada região. Com isso, podemos promover campanhas e cuidados para que não haja, por exemplo, uma epidemia”, assegura.
Com relação à vacinação, Trevisan destacou o desempenho da região. “A 19ª Regional teve a melhor cobertura em vacinação em todo o Estado com uma cobertura de 104%. A meta era imunizar 68.075 pessoas, número que foi superado chegando a 71.346”, afirma.
Com relação ao caso em Santo Antônio, o diretor explicou que estas situações geralmente são isoladas, mas assegura que a prevenção deve ser realizada sempre. “Nos municípios da 19ª Regional registramos apenas 10 isolamentos relacionados aos vírus H1N1 e H3N2, principalmente nos grupos não vacinados. Por isso é importante a vacinação e cuidados para prevenção, pois ainda é importante considerar que há uma parcela da população suscetível ao vírus”, avaliou.
Prevenção e Tratamento
Trevisan avaliou alguns pontos importantes para prevenir a doença. “A prevenção começa pela vacinação e, na verdade, deve ser um hábito. As pessoas devem lavar as mãos com sabão, evitar o contato das mãos com olhos, boca e nariz, utilizar o álcool gel e evitar ambientes fechados mantendo-os sempre que possível arejados”, explica.
Com relação ao tratamento, Ronaldo destacou fatores importantes para que a doença não chegue ao seu estado mais crítico e cause a morte do paciente. “Primeiro, é muito importante que quando a pessoa sinta os sintomas da gripe, ela busque atendimento médico. Assim como ela pode estar com uma gripe simples, pode também ser o H1N1 e a automedicação faz com que o vírus possa não ser identificado em um primeiro momento e a situação piorar”, alertou.
Ronaldo ainda destacou que a ação dos profissionais de saúde é de suma importância na identificação da doença. “É imprescindível que haja a avaliação clínica e que, caso constados os sintomas, na sequência já seja realizado a ministração do antiviral específico. O quanto antes esse medicamento for utilizado pelo paciente, menores serão os riscos a sua vida”, ressaltou.
Os principais sitomas da H1N1 são Dores musculares, fatiga, dor de garganta, tosse, febre, coriza, diarreia ou vômito, dores de cabeça, falta de ar. “A dispneia é um sintoma característico da doença, quando o paciente tem dificuldade de respirar caracterizada por respiração rápida e curta. Neste caso ele já pode ser medicado”, finaliza o diretor.


