No último dia 15 de agosto, um acidente na BR-277 próximo a Ponta Grossa envolvendo uma ambulância do município de Santo Antônio da Platina ganhou grande repercussão na mídia em todo o Estado. Felizmente, o incidente não culminou em nenhuma vítima fatal, mas o que chamou a atenção foi o fato do veículo da Saúde estar sendo conduzido por um coveiro.
O caso voltou à tona após, na tarde desta segunda-feira (3), um paciente que estava na ambulância morrer no hospital Erasto Gaertner. Na ocasião do acidente, Joaquim Tomaz Graciano, de 75 anos, estava indo para o hospital para realizar um tratamento de câncer de próstata o qual já realizava há cinco anos.
Após o acidente, a Secretaria de Saúde de Santo Antônio chegou a afirmar que ninguém havia ficado ferido durante o acidente e que os pacientes haviam sido levados de Táxi até o hospital em Curitiba. Também foi afirmado que, apesar do desvio de função, o motorista da ambulância havia passado por todos os procedimentos e treinamentos necessários para conduzir o veículo.
Porém, a morte do idoso trouxe à tona a informação de que o paciente, na verdade, teria fraturado uma das pernas e seguiu até o hospital Erasto em uma ambulância da concessionária, pois, devido ao câncer, o mesmo achou mais seguro ser atendido no hospital onde já realizava o tratamento da doença. Com isso, o paciente teve de ser submetido a uma cirurgia no membro. Para família, a situação agravou o estado da doença.
Após a morte do paciente, o corpo foi recolhido ao IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba onde a necropsia deve apontar se a lesão causada na perna durante o acidente tem relação com o óbito. Após o resultado do laudo, caso necessário um inquérito pode ser instaurado para investigar o caso.
A Secretaria de Saúde preferiu não se pronunciar sobre o caso, pois não teria sido notificada sobre a morte do paciente nem sobre a fratura.
Fonte: Tanosite.


