Redação - Folha Extra
PARANÁ - O Governo do Paraná decretou situação de emergência hídrica em todo o estado por 180 dias em razão da estiagem prolongada, da redução dos níveis dos rios e da queda na disponibilidade de água para abastecimento público. O decreto foi publicado no dia 29 de abril de 2026 e prevê medidas emergenciais para garantir o fornecimento de água à população.
Com a medida, órgãos estaduais e companhias de abastecimento, como a Companhia de Saneamento do Paraná, poderão adotar ações de contingência, incluindo rodízio no abastecimento de água em municípios afetados pela seca.
O decreto estabelece prioridade para o consumo humano e para a dessedentação de animais. Também autoriza restrições temporárias ao uso da água em atividades consideradas não essenciais, especialmente em regiões onde houver risco de desabastecimento.
Entre as práticas que poderão ser proibidas ou limitadas estão lavagem de calçadas, veículos e fachadas, irrigação de jardins e gramados, enchimento de piscinas e outros usos de grande consumo de água tratada. A fiscalização ficará a cargo dos órgãos ambientais e das companhias responsáveis pelo abastecimento.
Segundo dados apresentados pelo governo estadual, 69% dos pontos de captação monitorados no Paraná operam abaixo da normalidade. Desse total, mais da metade está em condição classificada como “Rio Baixo”, enquanto parte já se encontra em situação de estiagem severa.
O decreto também permite ao Instituto Água e Terra restringir ou suspender autorizações de captação de água para determinados usos, principalmente em situações críticas de escassez hídrica.
De acordo com o governo, a crise hídrica foi intensificada pela falta de chuvas nos últimos meses, pelas temperaturas acima da média e pelos efeitos climáticos associados ao fenômeno La Niña. Relatórios meteorológicos apontam precipitações abaixo do esperado em diversas regiões do estado desde o início do ano.
A medida vale para todos os municípios paranaenses e poderá ser prorrogada caso as condições climáticas e os níveis dos reservatórios não apresentem recuperação nos próximos meses.


