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UENP lança projeto ‘Desata’ de inovação em extensão tecnológica na área agrícola

Ação irá beneficiar agricultores do Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás

Com o propósito de atender soluções emergenciais demandadas dos agricultores no campo, o Núcleo de Investigação em Tecnologia de Aplicação e Máquinas Agrícolas (NITEC) da UENP, em parceria com a empresa privada Juma-Agro Tecnologias para Altas Produtividades, dão início ao projeto de extensão Desata (Decisão Sustentável Avançada em Tecnologia de Aplicação). A ação irá beneficiar agricultores do Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. O lançamento foi realizado no dia 7 de abril, no Auditório Thomaz Nicolleti do Campus Luiz Meneghel de Bandeirantes.

O professor da UENP e coordenador do Desata, Rone Batista, destaca que, por meio do projeto, tudo o que é realizado em laboratório será levado para o campo, diretamente para os agricultores. “Nós vivemos pesquisando e estudando para que o nosso conhecimento seja extrapolado e possa contribuir com as pessoas. Queremos levar essa experiência de laboratório para o campo. A intenção do projeto é ter muita demonstração, ser dinâmico, para tirarmos todas as dúvidas dos participantes”, explica.

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Durante o evento de lançamento foi apresentada uma experiência de como funcionará o projeto. Uma delas foi voltada ao carro itinerário, que fará as visitas às propriedades dos agricultores. O carro contempla um laboratório móvel com um sistema de análise de imagem para o agricultor acompanhar visualmente como trabalhar as técnicas corretas no campo.

“Nesta plataforma nós demonstramos uma parte de interação com o público-alvo com o sistema digital onde ele pode acompanhar todas as demonstrações dentro do laboratório móvel via celular ou tablet, através de um aplicativo”, comenta Rone. “Por que esse projeto é inovador? Nós estamos levando todo um laboratório para o campo, tudo o que existe de tecnologia de aplicação está dentro da van ao alcance dos agricultores”, acrescenta.

Além disso, os participantes puderam acompanhar as técnicas de aplicação que reduzem o impacto ambiental das pulverizações e conhecer a máquina pulverizadora, os componentes, as necessidades de manutenção, segurança e tecnologias embarcadas.

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O projeto é coordenado pela equipe de engenheiros agrônomos, Rone Batista de Oliveira, professor da UENP; Anderson Souza de Jesus, gestor do projeto Juma-Agro; e os instrutores de campo, João Victor Campo e José Gabriel Castilho Theodoro. “Nosso compromisso é contribuir com o produtor de forma técnica, científica e confiante para trazer resultado, sempre com segurança”, afirma Anderson.

Durante a solenidade de abertura, a reitora da UENP, Fátima Padoan, enalteceu que projetos e eventos como o lançamento do Desata são de extrema relevância para reafirmar a importância da Universidade. “Eu não tenho dúvida de que esse projeto será um sucesso. Aos agricultores que estão aqui, quero dizer que a confiança que os senhores depositam em nossa Universidade é motivo de grande prestígio para nós. Sabemos que a universidade é a porta da frente de qualquer Estado, é o melhor caminho a ser seguido. Agradeço a cada um de vocês por proporcionar esse momento de muito orgulho e felicidade para a nossa Instituição”.

O diretor comercial da empresa Juma-Agro, Júlio Iwao Matino, conta que a empresa está há 34 anos no mercado e atende a cinco estados do Brasil e agora, através do projeto Desata, chegou ao Paraná. “O sonho do professor Rone nos motivou a participar e ter oportunidade de conhecer o Paraná, trabalhar nesse Estado e tentar, cada dia mais, inovar e levar produtividade para os agricultores. Por isso, é com muito orgulho que nós, como iniciativa privada, vamos participar do projeto Desata”, disse.

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A Embrapa Soja também está integrada ao projeto Desata. O pesquisador e líder da equipe de Entomologia da instituição, Samuel Roggia, destacou a parceria com a Universidade e a importância de estar efetivamente junto ao agricultor. “A Embrapa Soja trabalha com pesquisa e esse projeto tem um caráter de extensão, ou seja, é o conhecimento gerado pela pesquisa sendo levado para o campo. São as instituições públicas, UENP e Embrapa, desempenhando seu papel diretamente com o agricultor, que é o nosso público em comum”.

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