A recém-inaugurada Ponte de Guaratuba transformou-se no principal símbolo esportivo do Litoral paranaense neste sábado (2), ao integrar o percurso da primeira edição da Maratona Internacional do Paraná. Sob clima instável, com neblina e chuva ao amanhecer, milhares de atletas participaram das provas de 5 km e 21 km, que percorreram as ruas de Guaratuba e Matinhos.
A programação teve início ainda nas primeiras horas do dia, com a largada dos atletas com deficiência (ACD) na prova de 5 km, seguida pelas demais categorias. Na sequência, foi a vez dos competidores da meia maratona entrarem no percurso, incluindo as categorias elite e o pelotão geral, consolidando a dimensão do evento já em sua estreia.
O grande diferencial da competição foi a travessia pela Ponte de Guaratuba, inaugurada na véspera pelo governador Ratinho Junior. Incorporada a todos os trajetos, a estrutura elevou o nível da prova ao unir desempenho esportivo e um dos mais emblemáticos projetos de infraestrutura do Estado.

Para o diretor-geral da prova, Marcos Pinheiro, o evento vai além do esporte. Segundo ele, a maratona representa a convergência entre turismo, desenvolvimento regional e identidade paranaense, tendo na ponte um símbolo de conquista coletiva e de integração entre municípios.
A competição também reuniu famílias e incentivou novas gerações no esporte. Entre os espectadores, a pequena Milena Louise Silva, de oito anos, acompanhava o irmão Ryan Gabriel, de 20, que disputava os 21 km. O jovem destacou a emoção de participar de uma prova inédita no estado, reforçando o caráter histórico da iniciativa.
O protagonismo juvenil também marcou o evento. Na categoria feminina dos 5 km, a vitória ficou com Gabriella Costa Rosa, de 13 anos, que completou o percurso em pouco mais de 22 minutos. Inspirada pelo pai, maratonista, ela celebrou o resultado como um passo importante em sua trajetória no atletismo.
Além do aspecto simbólico, o percurso exigiu preparo técnico dos atletas. Logo após a largada, os competidores enfrentaram uma subida acentuada, seguida de uma descida desafiadora que conduzia até a ponte. O trecho exigiu controle físico e estratégia, especialmente diante das condições climáticas adversas.

Mesmo os mais experientes sentiram o impacto do trajeto. O corredor Osvaldo Reonosteu, de 79 anos, destacou as dificuldades técnicas do percurso, enquanto outros atletas relataram a necessidade de ajustar o ritmo diante das variações do terreno e da umidade elevada.
Entre os destaques da prova de 21 km, o vencedor Guilherme Czuy ressaltou o sentimento de realização ao competir em um cenário tão emblemático. Segundo ele, a combinação entre desafio físico e significado simbólico da ponte tornou a experiência ainda mais marcante.
A programação esportiva segue ao longo do fim de semana. Ainda neste sábado, ocorre a “Maratoninha”, voltada a crianças e adolescentes, enquanto o domingo (3) será reservado para as provas de 10 km e da maratona completa, com 42 km.
Todos os percursos mantêm a travessia pela ponte, consolidando o equipamento como um novo cartão-postal esportivo e turístico do Paraná. Para o diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, o evento reforça o potencial da região ao atrair visitantes, gerar renda e posicionar o estado como destino para grandes competições.

Ao final das provas, os participantes têm acesso a um espaço dedicado à promoção turística, com ações voltadas à valorização de destinos paranaenses, ampliando a experiência para além do esporte.
A Maratona Internacional do Paraná estreia, assim, não apenas como uma competição, mas como um marco de integração entre infraestrutura, turismo e qualidade de vida, tendo a Ponte de Guaratuba como protagonista de uma nova fase para o Litoral do Estado.


