Duas acusações, nenhuma condenação. Este é o saldo das Comissões Parlamentar de Inquérito abertas para investigar supostas irregularidades cometidas na gestão do atual prefeito de Ibaiti, Roberto Regazzo, o Betão (PSB), e votadas pelos vereadores na última sexta-feira (13) e nesta segunda-feira (16).
As acusações votadas na sexta-feira tinham como teor o pagamento de diárias da prefeitura a primeira dama local, Geovana Magalhães, de forma irregular, já que embora quando do pagamento a primeira dama ocupava cargo comissionado na administração, fazia-o de forma incorreta, levando em consideração o fato que Geovana é funcionária pública do Estado do Paraná, o que a impede de ocupar também cargo comissionado.
A assessoria de Betão informou na época das acusações protocoladas que o equívoco aconteceu por desconhecimento da lei, e assim que a administração soube que Geovana não poderia ocupar cargo comissionada, foi de imediato exonerada.
Os argumentos também apontam as diárias de Geovana como algo de grande valia para o município, já que a viagem da primeira dama a Curitiba rendeu milhares de agasalhos doados ao Provopar de Ibaiti.
A maioria dos vereadores acatou esta teoria, e a votação acabou em oito votos favoráveis à inocência do prefeito, perante a um voto contrário.
Já nesta segunda-feira foi a vez do julgamento da acusação que afirmava que o prefeito de Ibaiti teria pedido a um então funcionário comissionado, Gilberto Lucas dos Santos, que fizesse favores pessoais com um carro da prefeitura.
Na ocasião Gilberto teria ido a Figueira buscar um cheque que era parte de um “bolão” que o prefeito Betão participava. O ex funcionário da prefeitura chegou a fotocopiar o cheque e filmar sua ida ao município vizinho com um carro da prefeitura.
A defesa do prefeito alega que de fato Betão fez esse pedido, mas para o assessor Fernando Mariano, e que o fizesse com seu carro particular. Como Fernando não pode atender, repassou o pedido para Gilberto, mas deixando claro que seria com o carro particular do ex funcionário.
Novamente a maioria dos vereadores entendeu como plausíveis os argumentos de defesa, e por sete votos contra dois Betão foi absolvido.
“Foram denúncias com motivação política, sem maior fundamento, e os vereadores entenderam isso. Usaram de má fé contra o prefeito, mas felizmente conseguimos mostrar que o Betão era completamente inocente nas duas situações”, pondera o advogado do prefeito, Laércio Ademir dos Santos.
DA REDAÇÃO

