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Mais que vaias, mais que bandeiras

Mais que vaias, mais que bandeiras

Juscelino Kubitschek, ao ser vaiado, certa vez enquanto presidente da república, respondeu dizendo que “feliz é o povo que pode vaiar seu próprio presidente”. O ministro Joaquim Barbosa, recentemente, classificou como “baixaria” os coros entoados contra a presidente Dilma na estréia do Brasil na Copa do Mundo, durante a semana passada.

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As diferenças entre JK, Dilma e Joaquim Barbosa são bem grandes – assim como os protestantes contra o ex presidente e os que semana passada ofenderam a atual presidenta.

Claro que os coros ouvidos no Maracanã durante a estréia da Seleção Brasileira são motivados pela insatisfação popular com os gastos insanos na preparação para a Copa do Mundo. Entretanto, existem forma mais eficientes –  e educadas – de se protestar contra um presidente.

Uma mera ofensa não muda nada. Nenhuma situação teve uma mudança de panorama pelas ofensas contra Dilma. O que se provou é que 50 mil brasileiros com dinheiro suficiente para pagar ingresso e prestigiar um jogo de abertura de Copa do Mundo não têm maiores pudores em ofender grosseiramente a presidenta (e a discussão nem é o merecimento ou não de Dilma em ouvir os xingamentos).

Possivelmente a grande maioria dos prefeitos dos pequenos municípios brasileiros, principais prejudicados com os gastos com a Copa do Mundo, queriam estar ali para ofender Dilma.

Enfim, nada muda. Assim como nada muda uma bandeira do Brasil na sacada ou como enfeite no retrovisor dos carros. A população brasileira pode fazer muito mais que isso pelo país. Muito mais do que xingar a presidenta, muito mais do que enfeitar casas e carros. Muito mais.

Os brasileiros têm capacidade de fazer coisas muito mais produtivas e inteligentes do que isso, sejam contra ou a favor de Dilma, contra ou a favor da Copa do Mundo no Brasil. Independente de qualquer coisa, todo brasileiro tem não só a capacidade, mas o dever de fazer mais pela nação.

Começando pelo combate maciço ao maior problema do Brasil: a corrupção. E isso não está ligado a bandeiras políticas, já que isso é uma questão crônica do país desde Pedro Álvares Cabral. O que se faz de efetivo contra isso, por parte da população? Absolutamente nada.

Envolvidos em casos de corrupção e coniventes com casos de corrupção são insistentemente eleitos e reeleitos. Ora, adiantar cobrar da justiça uma solução se a própria população não mostra vontade em punir os corruptos?

Lembrando que a corrupção não é exclusividade de cargos públicos, e é imensa e impune em todas as camadas da sociedade.

O segundo ponto vem justamente com relação ao voto, que precisa ser feito de forma séria e consciente – o que é óbvio que não acontece.

Depois, o direito ao protesto ser colocado em exercício. Não às vezes, de forma manipulada. E sim constantemente e contundente, contra alvos específicos e concretos.

Por fim, a cidadania exercida de forma plena, na plenitude de deveres e direitos. Com obrigações cumpridas, e direitos disponíveis. Lamentavelmente nada disso se vê no Brasil nos dias de hoje, mas quem sabe em um futuro próximo ofensas pessoais contra governantes e decorações patrióticas em épocas específicas sejam até motivos de piadas. Quem sabe?

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