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Os reféns reagem

Os reféns reagem

[caption id="attachment_8266" align="alignleft" width="600"]QUADRILHA-DE-EXPLOSÕES-A-BANCO-01 Integrante da quadrilha que aterrorizou a região foi preso em Itaponga (SP); nesta segunda à noite mais dois foram presos[/caption]

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Após aproximadamente dois anos agindo livremente pela região e levando terror a diversas cidades sem nunca encontrar maior dificuldade em cometer os crimes, a quadrilha especializada em explosões a caixas eletrônicos foi finalmente afrontada em ações dignas de um belo filme de ação na provável maior operação policial que já passou por aqui. O resultado foi dois bandidos presos após mais de 40 horas de perseguição.

A sequencia de tiroteios e perseguições começou no último sábado (12) – bem verdade que um pouco por acaso. O carro que a quadrilha estava quebrou na PR-092, em Wenceslau Braz. Quando a PM, que já tinha informações sobre uma possível passagem dos bandidos pela cidade, abordou o veículo, foi recebida a tiros.

Como os policiais revidaram, houve um tiroteio às margens da rodovia, causando pânico em motoristas que passavam pela estrada, uma das mais movimentadas do Norte do Paraná. Três ocupantes de um carro que passava pelo local na hora do confronto foram baleados, porém sem gravidade.

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Apesar da presença policial, os bandidos conseguiram roubar um carro e fugir para o Estado de São Paulo, onde roubaram outro carro e invadiram uma chácara em Itaporanga.

Ali um novo cerco foi montado em uma ação conjunta entre polícias paulista e paranaense e houve novo confronto. Após um acidente com o carro que fugiam, porém, os dois perseguidos acabaram finalmente capturados. Além deles, duas mulheres (que seriam suas companheiras) também foram presas suspeitas de tentarem dar fuga aos bandidos.

QUADRILHA-DE-EXPLOSÕES-A-BANCO-02Os dois acusados foram trazidos para Wenceslau Braz na madrugada desta segunda-feira, porém transferidos para um presídio de maior porte ainda no mesmo dia.

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Em depoimento, os dois bandidos se esquivaram da maioria das perguntas e não fizeram maiores revelações.

Existe ainda a suspeita de que a quadrilha de explosões a banco seja ligada à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), porém as informações a respeito ainda são vagas.

 

ARSENAL

QUADRILHA-DE-EXPLOSÕES-A-BANCO-03Como já é praticamente de ciência geral, a quadrilha atuava sempre com um “arsenal de guerra” para explodir os caixas eletrônicos dos bancos. No carro que quebrou em Wenceslau Braz foram encontrados munições de armas de alto calibre, explosivos, carregadores e outros objetos usados para arrombamentos.

No matagal próximo onde houve este primeiro confronto ainda foram encontrados carregadores de fuzis e mais munições (mais de 200 intactas e três deflagradas).

Já em Itaporanga a polícia fez a apreensão de dois fuzis do mesmo calibre das munições encontradas em Wenceslau Braz.

 

HISTÓRICO

De 2013 para cá a explosões a caixas eletrônicos de agências bancárias se tornaram uma triste realidade da região, que assistiu sem reação a uma série de ataques. O ano de maior movimentação foi 2014, quando diversas cidades foram alvos da quadrilha.

O modo de agir era sempre muito parecido: durante a madrugada os bandidos chegavam à cidade escolhida (sempre locais com pouco efetivo policial durante a noite), acuavam os PMs com tiros de fuzis contra os batalhões e furando os pneus das viaturas, arrombavam a porta de entrada da agência e depois explodiam os caixas eletrônicos.

Em todas as situações os explosivos causaram grande destruição nas agências, que além do dinheiro roubado ainda precisaram ser reconstruídas.

Para fugir os bandidos usavam sempre carros roubados, que posteriormente eram abandonados em rodovias. Até este fim de semana em nenhum momento a quadrilha havia sido confrontada, agindo livre e impunemente na região.

 

OPERAÇÃO

O efetivo policial empregado na operação de busca aos bandidos chamou a atenção, até pelo uso de um helicóptero que passou todo o fim de semana dando vôos rasantes em Wenceslau Braz, Santana do Itararé e Salto do Itararé.

A aeronave chegou a usar o campo do Estádio Presidente Vargas, em Wenceslau Braz, para realizar um pouso.

Além de praticamente todo o efetivo da região, policiais de outras companhias também deram apoio à operação.

 

OUTROS INTEGRANTES

Em ações similares nos Campos Gerais e na Região Metropolitana de Curitiba outros 10 acusados de integrantes quadrilhas de explosões a caixas eletrônicos também foram presos entre domingo e segunda-feira. Ainda não se sabe a ligação exata entre todos os capturados.

“São quadrilhas com armamento pesado e atitudes violentas, empregando técnicas de guerrilhas nessas ações. Desde o começo do ano temos focado no trabalho de inteligência para mapear estas quadrilhas. Temos ações sistemáticas de combate a essa modalidade de crime organizado e o resultado estatístico tem sido positivo”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Wagner Mesquita. 

LUCAS ALEIXO

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