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É possível impor novo ritmo às realizações do governo, diz Rossoni

É possível impor novo ritmo às realizações do governo, diz Rossoni

ENTREVISTA-folha-extra

É possível impor novo ritmo às realizações do governo, diz Rossoni

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Deputado federal e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni assumiu há duas semanas a Casa Civil do governo do Paraná impondo um ritmo de trabalho pesado a ele e à equipe. O expediente vai até 22 horas ou mais para dar conta das atividades diárias e conhecer as demandas da administração estadual que precisam de soluções. Não reclama. “Vim para trabalhar”, diz ele. Nesta entrevista, Rossoni fala sobre este novo desafio na vida pública e também sobre o cenário político nacional.

Quais as determinações do governador Beto Richa para o trabalho na Casa Civil?

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Rossoni - O governador Beto Richa pediu que déssemos agilidade ao processo administrativo. Um dos grandes problemas do setor público é o travamento da máquina. Cheguei aqui com uma visão de quem conhece como funciona a administração na iniciativa privada. Claro que há diferenças, mas acredito é possível impor um novo ritmo às realizações do governo estabelecendo prioridades de ação.

Como tem sido o dia-a-dia nestas primeiras semanas no cargo?

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Rossoni - Vim para trabalhar. Dediquei os primeiros dias a tomar pé da situação do Estado. Temos feito um expediente estendido que vai até 22 horas ou mais. Neste tempo tenho conversado com todos os secretários para conhecer os problemas e as demandas, para que possamos colaborar nas soluções e no perfeito entrosamento entre a equipe de governo. O papel da Casa Civil é promover a integração entre todas as áreas da administração e estamos empenhados nesta tarefa. A determinação do governador é para que todos trabalhem com muita agilidade e de forma integrada.

Que tipos de dificuldades devem ser enfrentadas pelo Estado nos próximos meses, principalmente em função da crise que atinge os demais estados brasileiros?

Rossoni - Nós devemos atender às necessidades da sociedade, mas sabendo gastar de maneira equilibrada os recursos públicos. Precisamos ter muito equilíbrio na questão financeira. O Paraná está numa situação estabilizada, mas não dá para ignorar que vivemos uma grande crise. A condição atual do Estado só vai continuar se tivermos a capacidade gerenciar com eficiência os nossos recursos. Queremos fazer muito gastando pouco.

Mesmo com as dificuldades, será possível ao Estado investir?

Rossoni - Sim. O Paraná tem um plano de investimentos vigoroso. A prioridade agora é a recuperação e conservação da malha rodoviária estadual. Várias obras estão licitadas e outras em processo de licitação. Entendemos que esta é uma ação que atende diretamente a economia do Estado. Nós precisamos ter boas rodovias e esta é uma das prioridades de investimento do governo estadual.

A boa parceria com os municípios também é o fator importante neste momento?

Rossoni - Este é um trabalho que já vem de muito tempo e rende bons frutos para a população paranaense. O governador Beto Richa é um municipalista. Sempre foi dada uma atenção toda especial aos prefeitos. Este trabalho vai continuar e será reforçado naquilo que depender da Casa Civil e da nossa base de apoio na Assembleia Legislativa.

A base do governo na Assembleia deu importante contribuição para o ajuste fiscal e outras matérias de interesse do Estado. Como será o relacionamento com os deputados que apoiam o governo?

Rossoni - O melhor possível. Sabemos da importância de uma boa base de apoio no legislativo e temos ao nosso lado um grupo de parlamentares comprometidos com os avanços do Paraná. Não tenho dúvidas de que teremos uma ótima convivência. Já fui deputado estadual e sei bem onde aperta o sapato.

O sr. é deputado federal e voltou recentemente de Brasília. Como avalia o cenário político nacional?

Rossoni - É o samba do crioulo doido. Em Brasília você não sabe o que vai acontecer dali a duas horas. Hoje não tem governo federal, não tem planejamento, não tem um caminho traçado. A economia está à deriva. Nós, brasileiros, temos que torcer para que essa situação política se resolva, porque senão o caos econômico vai se aprofundar no país.

O sr. acredita que a mobilização popular pelo impeachment encontra ressonância no Congresso?

Rossoni - A mobilização popular é fundamental para viabilizar o impeachment, porque o político só tem medo de uma coisa: do povo. E o povo tem que ir para a rua, se mobilizar. O que vai fazer com que nós encontremos a solução política hoje, na situação em que nos encontramos, é a pressão popular.

Como chefe da Casa Civil que mensagem o sr. deixa aos paranaenses?

Rossoni - Eu sei que todo o brasileiro, todo o paranaense espera maior eficiência no setor público. Se fizermos uma pesquisa, 100% das pessoas pedem isso. Eu venho com esse objetivo, quero dar minha contribuição para que o setor público tenha mais eficiência e para que os recursos públicos sejam melhor aplicados. Acredito que isso é possível e é isso que nos anima nesta nova etapa da vida pública.

 

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