Se a violência assola a cidade, o que fazemos? Corremos para as zonas rurais? Mas a criminalidade continua nos cercando, pois os bandidos fogem da polícia e se escondem nos matagais.
Em meio a tanto medo, as pessoas não sabem mais o que fazer, se é correto se armar, ou só esperar o bandido ter piedade da vítima quando vier a assaltar.
Muitas vezes pais de família pensam em comprar uma arma de fogo para proteger a casa. Mas a burocracia e o perigo até mesmo com os filhos o impede. Quantas notícias já não foram publicadas falando sobre crianças que levaram uma arma para a escola e matarm coleguinhas ou até mesmo um membro da família dentro de casa?
Quantas vezes a arma do portador, pessoa de bem que a adquiriu para se autodefender não foi usada contra ele mesmo por um bandido que sabia atirar melhor?
Não se pode combater violência com violência, mas onde o país vai parar com essa facilidade que bandidos tem para conseguirem armamento, que muitas vezes nem a polícia tem?
Essa realidade não afeta somente pessoas ricas. O trabalhador que ainda está pagando as prestações de um carro que é levado por delinquentes para ser usado como escudo contra a polícia.
Sem falar que quando há tiroteio qualquer um que passa pode ser ferido, pela bala de ambos, e não seria culpa da polícia. A sociedade pressiona as autoridades a fazer algo, como alguém que está ali para cumprir a lei vai ficar recebendo tiros e não vai revidar?
O tiro da arma dos bandidos mata duas vezes, mata com tiro que sai da arma dele e com o disparo do policial, que está ali cumprindo o dever. Mas além de armas, eles também usam facas e qualquer coisa que possa ferir. E como um policial que não tem proteção da lei nem para aferir um tiro contra outro, vai poder proteger um cidadão de um bandido armado com faca? Se ele atirar será considerado assassino,porque o pobre do agressor está desarmado, mas a faca também pode matar.
A questão se baseia em dois fatores: os bandidos iriam estar tão “mansos” se as leis fossem mais rígidas, e eles iriam atacar com tanta tranaquilidade sabendo que o cidadão iriam responder à mesma altura “metendo bala” neles?
São perguntas até que retóricas, mas apesar de sabermos a resposta, também se sabe que essa briga não é nossa, até que sejamos o próximo alvo.


