Começa a partir de hoje o período eleitoral. Jingles de campanha pelas ruas, santinhos nas caixas de correios, adesivos nos carros e os candidatos de porta em porta tentando conquistar a preferência dos eleitores.
Os próximos 45 dias, contando já com hoje, decidirão os próximos quatro anos de cada um dos mais de 5 mil municípios brasileiros.
Neste tempo os candidatos terão que se apoiar nos alicerces eleitorais finalizados nos últimos dias para buscar o voto do cidadão, apostando em suas plataformas e cabos eleitorais, além de suas próprias capacidades e carismas.
Mas os limites estão claros – e são agudos. Nada de “farra”. Gastos pré-determinados, propagandas com tamanhos estabelecidos e a promessa de uma fiscalização rígida por parte dos órgãos competentes.
Ótimo. Isso, somado ao cenário político e social que o Brasil enfrenta, pode resultar em ótimas escolhas para os cargos de prefeito e vereador. Isso porque o eleitor está mais exigente, mais crítico, mais antenado, mais informado.
Como na região todos os municípios são pequenos, todo mundo sabe quem é quem. A população conhece os candidatos a prefeito, a vice e a vereador. O que os candidatos fizeram nos últimos anos? Se já ocupam cargos públicos, como se portaram? Primam por respeitar a lei e possuem plataformas voltadas para o bem estar da população? E estas propostas têm embasamento ou são apenas blá blá blá eleitoreiro?
Caberá a cada um dos eleitores analisar muito bem antes de depositar não apenas seu voto, mas o futuro de seu município. Cidades pequenas trazem outro cenário: a proximidade. Muita gente tem um conhecido envolvido na eleição. É um parente, um vizinho, um amigo, um compadre, um colega do meio social.
Mas o fator proximidade, por mais difícil que seja fazer esse discernimento, deve ficar fora dos critérios de escolha. A opção deve vir após análises bem feitas. O futuro começou, mas se será bom ou ruim depende muito das escolhas que cada um fará em 2 de outubro.


