Outra parte da rodovia próxima ao trevo
passa por reforma para evitar transtornos futuros
O desmoronamento do trecho que compreende ao quilômetro 251 da PR-092 próximo a Wenceslau Braz completa nesta quarta-feira (11) um ano. Período conturbado desde que a chuva levou parte da pista de uma das rodovias mais movimentadas do estado.
A explicação para tal ocorrido era simples, uma combinação desastrosa de excesso de chuva com um aterro já comprometido. O resultado, quem trafegava diariamente pela rodovia conheceu bem. Interdição de pistas alternadas, o risco de um novo desabamento levar o que havia sobrado do trecho e uma insegurança constante de motoristas que não tinha outra saída, se não passar por aquele local.
De início nenhum veículo podia passar pelo local, pois o risco de queda do que havia sobrado era iminente, logo, além de carros, os transportes de grande porte também começaram a ser direcionados para desviar por dentro da cidade, situação que desagradou a maioria dos brasenses, pois o aumento do fluxo comprometia as ruas e fiação elétrica, além de oferecer riscos aos pedestres.
A primeira projeção do DER (Departamento de Estradas e Rodagens) que cuidava da reestruturação da via, foi que em 15 dias o trecho seria recuperado e o fluxo voltaria ao normal, prazo que se estendeu por dias e depois meses. Os carros voltaram a passar no mês de fevereiro, mas em sistema de rodízio, onde a fila de espera gerava um transtorno generalizado com a espera que, muitas vezes, durava horas.
ATRASO
A falta de trabalhadores na reconstrução e a fiscalização precária foram algumas das causas da demora para o término da obra.
Os reparos ultrapassaram uma simples reconstrução e a obra acabou reformulando toda estrutura da pista. O investimento aproximado no trecho foi de R$ 9 milhões do Governo do Estado.
Do lado direito da rodovia, sentido Ponta Grossa-Wenceslau Braz, foi construído um muro de gabião de formato parabólico para conter a erosão acima da rodovia. Já as obras de drenagem envolveram a construção de um bueiro tubular de concreto, com 1,20 metro de diâmetro e 100 metros de extensão, que ficará perpendicular à rodovia.
Também foram embutidos degraus e uma escada dissipadora de energia. Essa solução foi projetada para suportar as águas pluviais dos bairros que acabavam caindo na rodovia.
Após a finalização do aterro e da drenagem foram feitas a pavimentação do traçado original da rodovia.
Os dois trechos da pista foram liberados na primeira semana de outubro de 2016, ou seja, nove meses após o ocorrido. Balanço positivo, segundo os engenheiros do DER, que julgam ter conseguido fazer um trabalho considerado rápido, diante do tráfego intenso e da equipe reduzida.
MORTES
A carência na fiscalização e a falta de obediência ao limite de velocidade durante a reconstrução do trecho também causaram ao menos cinco acidentes nas proximidades.
Destes cinco acidentes, dois deixaram vítimas fatais, incluindo um operário que trabalhava em uma valeta e foi atingido por um caminhão que vinha em alta velocidade do sentido Tomazina.
AINDA EM OBRAS
Um trecho anterior que também foi comprometido pelas chuvas de janeiro, próximo ao segundo trevo de Wenceslau Braz, teve atenção secundária por parte do DER, pois não oferecia riscos imediatos por apresentar um muro de contenção.
A recuperação no local iniciou após o término da obra principal do km 251 em novembro de 2016, e ainda passa pelo processo de restauração que será concluída em alguns dias.


