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O ciclo do sangue no Hemepar de Jacarezinho

O ciclo do sangue no Hemepar de Jacarezinho

[caption id="attachment_18403" align="aligncenter" width="666"] Soldado David Fernandes é bombeiro militar em Santo Antônio e gestor dos Bombeiros Comunitários em Ibaiti, e é doador desde 2002 e não abre mão da ação para ajudar o próximo[/caption]

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A ciência em toda sua história e eficiência vem testado o uso de órgãos sintéticos, transplantes de coração e até clonagem de seres humanos, mas ainda não encontrou um substituto artificial para o sangue humano.

A informação parece trivial para a maioria das pessoas até o momento em que surge uma emergência e um familiar precisa de transfusão de sangue.

O ato envolve uma atitude simples, solidariedade; porém a doação em si conta com componentes sistemáticos e sincronizados para que o sangue chegue até o paciente com 99% de chance de ser utilizado.

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A Folha Extra esteve no centro de coleta em Jacarezinho para acompanhar toda triagem pela qual o paciente passa até que o sangue chegue ao destino final.

 

TRIAGEM

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Ao chegar no Hemepar de Jacarezinho o doador passa pela identificação, na qual ele deve apresentar documento com foto e responder a uma série de questionamentos acerca de sua vida pregressa e atual, como explica Juliana Damas, enfermeira que realiza o atendimento inicial do paciente. “Através do cadastro, o próprio doador já faz uma avaliação prévia atestando se está ou não apto a doar. Fatores determinantes e excludentes podem ser reconhecidos já na identificação como a contaminação por HIV, por exemplo”, explica Juliana.

Após as perguntas serem respondidas, o paciente é encaminhado para Mariana Magalhães Soares que atualmente responde como médica do centro de coleta. Ela é responsável pela triagem clínica e avaliação do doador. “Todas as pessoas passam pelo mesmo processo e aqui faço uma entrevista individual com base nas respostas dadas no cadastro. É importante que o paciente seja verdadeiro nas respostas, pois nem sempre o exame detecta um vírus ainda latente, contudo as formas de contágio são bem específicas no questionamento”, destaca a médica.

Ainda que represente um percentual baixíssimo, existem casos onde nem mesmo o exame detecta vírus como o da dengue, do HIV, Herpes, por exemplo. Por esse motivo é que os centros de coleta reforçam a triagem e procuram através do feed back descartar possibilidade de contágio.

Depois da triagem clínica, o doador passa pelo procedimento hematológico onde será analisada com apenas uma gota de sangue, se o candidato à doação não tem anemia.  “Além de fazer parte da perícia, essa etapa do processo pode ajudar o paciente a ser encaminhado ao tratamento da anemia, muitas pessoas não apresentam sinais, porém estão sofrendo de carência de ferro sem saber”, comenta Valdelicio Adalberto Araújo, técnico do laboratório.

O próximo passo para o candidato a doação é a etiquetação da bolsa onde seu sangue ficará depositado, ali ele discriminará seus dados para a identificação da bolsa.

O último passo fica a critério das técnicas em enfermagem responsáveis pela coleta do sangue, uma delas há mais de 27 anos na função relata o procedimento. “Na verdade a doação em si é muito rápida, em cerca de 8 minutos coletamos os 450 ml de sangue de cada doador, aqui quem está nervoso é tranquilizado e geralmente não temos casos de pacientes se queixando de mal estar”, conta Ivani Souza Daniel.

Após a doação um lanche é servido para que o doador recomponha suas energias e possa passar um tempo sendo observado pela equipe. Em raros casos onde há queda de pressão, a pessoa é mantida ali até que aparente estar apta para ir embora.

A recomendação é de que não se faça esforços físicos após a doação.

Após o sangue ser coletado ele fica aos cuidados da técnica laboratorial Marli Perin, profissional atuante no centro há 27 anos. “A partir daqui o sangue é enviado à um centro laboratorial em Londrina para que sejam feitos os exames de aptidão. Lá os componentes sanguíneos são separados e depois volta para cá dividido em quatro hemocomponentes”, explica Marli.

Cada hemocomponente possui uma validade. As plaquetas, por exemplo, só podem ser utilizadas por cinco dias após a coleta do sangue. É por isso que os doadores devem comparecer regularmente. Uma redução no comparecimento afeta rapidamente o estoque de plaquetas necessárias a pacientes com distúrbios de coagulação.

 

[caption id="attachment_18371" align="aligncenter" width="667"] Marli Perin é a responsável pelo laboratório, onde são armazenadas as bolsas de sangue que abastecem toda região[/caption]

DOAÇÃO CENTRALIZADA

A doação só ocorre em Jacarezinho porque, de acordo com o Ministério da Saúde, o local deve ser apropriado para não oferecer risco ao paciente e nem possibilidade de contaminação do sangue coletado.

Isso explica o porque de não poder acontecer doação em qualquer hospital. Há alguns anos, um ônibus fazia a coleta nos municípios da região, porém a prática foi proibida pelo nível de exposição ao qual o sangue era submetido. Além de não oferecer um armazenamento correto, as bolsas e equipamentos de coleta ficavam expostas a microrganismos de poeira e sujeira do veículo.

“O ambiente onde o sague é coletado precisa oferecer 99% de chances de ele ser utilizado na transfusão, isso não acontecia quando era coletado nos ônibus”, explica o responsável pela unidade de transfusão, Antônio Carlos de Almeida, conhecido como Tomate.

Além do ambiente, o sangue era armazenado em frascos de vidro que eram suscetíveis a queda, quando perdia-se todo o sangue. Hoje, ele fica armazenado em bolsas plásticas dentro de geladeiras especiais, com controle constante de temperatura. Nos últimos anos, a vigilância se tornou mais severa, o que contribuiu para garantir a qualidade dos componentes sanguíneos que serão transfundidos.

 

 

REIVINDICAÇÃO POPULAR

Apesar do Hemepar de Jacarezinho estar tendo um grande auxílio de colaboradores nas cidades, incluindo gestores municipais que vem se comprometido à disponibilizar ônibus que tem conduzido voluntários para doação, ainda há muitas pessoas que querem doar, porém são desfavorecidas pelo horário.

As coletas atualmente ocorrem apenas durante a parte da manhã de segunda a sexta-feira, contudo na maioria das vezes não há possibilidade de deslocamento nestes horários, principalmente por causa do trabalho.

“Se houvesse coleta no sábado com certeza eu doaria, mas dias de semana não tenho como me deslocar até Jacarezinho”, conta o morador de Wenceslau Braz, Fabio Eduardo.

A moradora de Quatiguá, Liliane Oliveira, também se mostrou favorável à mudança, visto que ela é profissional autônoma e não pode deixar sua loja em dias úteis.

 

VANTAGENS

Além da atualização dos exames, quem doa também tem outros benefícios garantidos constitucionalmente.

Todo doador tem garantido na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) o direito de se ausentar do trabalho sem desconto no salário por 1 (um) dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, para realizar doação voluntária de sangue.

O ato de doar sangue, além de solidário e social, faz bem ao sistema cardiovascular.

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