Independente de posição político-partidária, algumas tendências mundiais, principalmente envolvendo proteção ao meio ambiente, não são questionadas por nenhum governante, a menos que se trate de Donald Trump que nos últimos dias tem derrubado medidas de proteção e desfeito acordos mundiais relacionados ao tema.
Contrapondo-se à leis que já foram aprovadas em toda região, em W. Braz a prefeitura de W. Braz vetou um projeto de lei que visa proibir o método chamado fracking, que consiste em ações agressivas contra o solo, água e ar em busca da extração de gases geradores de energia, como o xisto. Federalismo foi uma das justificativas do parecer jurídico do procurador do município, pautado na lei, contudo desprovido de consciência ambiental e demais informações sobre a autonomia de legislação do poder público municipal sobre causas que envolvam o meio ambiente e o bem estar da população.
“O canto da sereia” como é chamado as propostas dos exploradores pela renomada jornalista Silvia Calciolari, engajada nas causas ambientais. Ela trata a entrada dessas empresas como uma enganação que só causa ônus aos municípios, e uma herança tóxica aos recursos naturais.
Segundo estudos realizados em locais que já foram alvo da extração de gases por meio do fracking, os caminhões vibradores responsáveis apenas pela primeira etapa da extração, induzem abalos sísmicos de até 3 graus na Escala Richter, utilizada para medir a magnitude dos terremotos. E essa é só a primeira parte, feito isso as perfurações iniciam com o uso de substâncias extremamente violentas à saúde humana, liberando a maior parte dos gases encontrados entre as rochas na atmosfera.
Apresentados os riscos, a discussão foi parar nas mais altas instâncias de proteção ambiental, e culminou na intenção já declarada de realizar votação na câmara dos vereadores para derrubar o veto. Não é briga, não é queda de braço, o que todos buscam é a união do Legislativo e Executivo em prol do bem da população e do meio ambiente.


