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Delegado da Polícia Federal fala sobre formas de combate à corrupção

Delegado da Polícia Federal fala sobre formas de combate à corrupção

As formas de prevenção e combate à corrupção foram tema da palestra promovida pela Escola do Legislativo na manhã desta quarta-feira (10) no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná. O delegado da Polícia Federal Felipe Eduardo Hideo Hayashi explicou a importância de um controle rigoroso por parte das empresas e do setor público, evitando com isso desvios ou ações em desconformidade com a lei.

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Intitulada “Compliance e Responsabilização da Pessoa Física e Jurídica”, a palestra revelou aspectos relevantes acerca de crimes como lavagem de dinheiro e de corrupção, delitos historicamente de pouca percepção pela população. Mas segundo o delegado, este cenário está mudando, até em razão do momento que o país vive, com uma série de operações deflagradas pela polícia e pelo Ministério Público nos últimos anos.

“O Brasil nunca colocou a corrupção como um dos seus principais problemas. O brasileiro passou a perceber isso de forma mais efetiva até em razão do momento que estamos vivendo, com o exemplo da Lava Jato. Com isso, as pessoas passam a sentir que aquilo que foi desviado poderia ter sido efetivamente aplicado em benefícios como escolas ou um hospital. Então as pessoas já têm um olhar mais concreto destes crimes”.

De acordo com dados apresentados pelo delegado, cerca de R$ 67 bilhões são movimentados ao ano com a lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados a ele no mundo, como o tráfico de drogas, que movimenta algo próximo de R$ 1,4 bilhão. “A concepção de crime mudou com a globalização. A gente passa a falar de empresas que cometem ilícitos no Brasil e movimentam recursos em outros países, financiando outros crimes, como o terrorismo e o tráfico de drogas”.

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A criação por parte das empresas de setores que coíbam a prática de desvios é fundamental, segundo o delegado, principalmente quando elas se relacionam também com o serviço público. Da mesma maneira, práticas de governança ética e transparente têm sido cada vez mais aplicadas nas corporações e nos órgãos estatais. “A pessoa faz uma análise para cometer um delito. Há os aspectos da motivação, da oportunidade e do risco a ser considerado. Ela pondera isso tudo e verifica o custo. Mas as empresas precisam adotar controles preventivos e repressivos, evitando o crime. Uma empresa não pode servir de instrumento de crime e o setor público sempre precisa dar o bom exemplo”, afirma.

 

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