
Na maioria das vezes se tem a democracia como um direito, entretanto muitas vezes não é exercida, ou será que não se deixa exercer?
Um exemplo bem popular, quantas vezes você comprou algo que não necessitava por estímulo de outra pessoa? Os assuntos parecem ser divergentes, mas isso se encaixa perfeitamente no seu poder de escolha; às vezes somos submetidos a tomar decisões que não nos agradam, justamente por não ter opção se vemos obrigados a escolher entre “o sujo e o mau lavado”.
As opções que são oferecidas muitas vezes não são boas, mas somos obrigados a escolhe-las. As urnas são um exemplo disto, a maioria dos votantes não estão satisfeitos com os candidatos que podem ser eleitos, certamente você viu uma situação dessa ou até mesmo foi você essa pessoa que não viu nenhuma opção que te agradasse, no entanto votou no que considerava menos pior.
No Brasil temos o direito do voto livre e oculto, mas será que este direito também não está sendo burlado? Não dá para ter certeza, os casos de corrupção nos cercam por todos os lados, será que os rombos feitos no capital não chegaram às urnas? O recadastramento biométrico veio para estagnar pouco a pouco essa dúvida.
O governo em que o povo exerce a soberania ainda está longe de existir, não adianta ter opções se elas não podem ser consideradas válidas. Desta forma é difícil criar gosto pela votação e não vê-la como uma obrigação.
O termo grego democracia significa governo do povo, mas até onde o povo decide algo pelo seu estado ou país? Em meio a tantas manifestações “o povo só consegue o que quer” quando 513 parlamentares decidem por milhões de pessoas.
Não dá para colocar o poder nas mãos de todos, o que possivelmente resolveria são os poderes se tornarem mais humanos e diminuírem o conceito de seguir apenas as leis estigmatizadas por pessoas que as fizeram pensando no seu próprio benefício ou na politicagem.


