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“Tô de bem, to de mal” no TSE

“Tô de bem, to de mal” no TSE

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A maioria das pessoas já ouviu o dito popular “é melhor rir para não chorar” e, na linha tênue do hilário e o trágico, encontra-se o brasileiro na plateia do circo da política nacional. Esse cenário, que há tempos não é dos melhores, tem superado a bagunça da famosa “casa da mãe joana”.

No jogo particular do poder onde o Brasil se tornou o mundo Dilma-Temer, dá até para lembrar os tempos de criança, onde os coleguinhas ficavam “Eu tô de bem”, mas, se acontecia alguma briguinha, “Eu tô de mal”. Nas campanhas, a dupla era pura alegria, Dilma admirava e rasgava elogios ao seu vice, mas, de um impeachment  para cá, tudo mudou.

Essa linha do tempo passa pelo puxão de tapete que Temer deu na coleguinha e, atualmente, essa “amizade” foi parar na bancada do Tribunal Superior Eleitoral para se discutir os gastos nas campanhas eleitorais milionárias. Para Dilma, tudo foi feito da forma mais absolutamente correta, da parte dela, claro. Já para Temer, tudo foi absolutamente ilegal, mas só o que concerne a ela, óbvio. Quando se vence, ai são os dois, mas na hora de cair o tombo é de um só.

A questão é que, enquanto eles mantem esse “duelo” particular, onde um quer puxar o tapete do outro e, ao mesmo tempo, estão unidos pela corrupção e um quase que literal “rabo” preso, quem não consegue ficar no “To de bem” na vida é o povo que, ultimamente, só tem vivido o “To de mal”.

Apesar disso, para os ministros do mundo Dilma – Temer, diga-se TSE, as práticas da chapa como gráfica fantasma vale, caixa dois vale, esconder dinheiro no exterior vale, marqueteiro criminoso vale, rombo na Petrobrás vale; a única coisa que não vale é considerar os depoimentos das delações dos executivos da Odebrecht como provas para cassação da chapa. Nesse sentido, a cegueira toma conta do tribunal.

Punições ao nível dos crimes cometidos, principalmente para os colarinhos brancos que circulam pelo Palácio do Planalto, seriam mais que a justiça sendo feita, pois ia ser a grande novidade dos últimos tempos no país. Afinal, até para os humoristas está difícil competir com uma realidade de dinheiro na cueca, papelão na carne, codinomes engraçados, “tretas” pessoais entre outras coisas que nos surpreendem por tamanha palhaçada.

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