Atender as necessidades e desejos de uma massa totalitária é algo impossível. Não há como agradar gregos e troianos, assim como nem Jesus conseguiu satisfazer a todos. A questão é que cada um desenvolve um ponto de vista e, muitas vezes, essa visão é isolada a sua opinião e está fechada a outros pensamentos.
Desta maneira, nem tudo que se aponta como melhoria ou benefício é realmente visto no sentido literal significativo da palavra e, ainda, pode-se dizer que o que é bom para um não é bom para o outro. É isto que faz existir a necessidade do debate, do discernimento e da troca de ideias. Mas, de toda forma, nada disso é funcional caso não haja compreensão.
Tratando-se de decisões públicas, fica-se imerso a um ambiente onde há a necessidade de se observar o bem coletivo, a pluralidade das decisões e o as benfeitorias voltadas à massa, não a um ou outro grupo e, ainda, sem acabar excluindo ou isolando alguém. Mas, ainda assim, há uma hora onde a decisão deverá ser tomada e, doa a quem doer, alguém vai ter que ser o “punho de ferro”. Aliás, é esta a sensatez que esperamos daqueles que governam no momento de decidir sobre assuntos delicados.
Claro, às vezes momentaneamente parece ser algo ruim, a mudança assusta, mas é necessária para que haja evolução. Isso é regra para vários fatores de nossas vidas, pois é a energia que renova, muda, faz com que não fiquemos estagnados em um estado mórbido da mesmice. Aceitar mudar é o primeiro passo para evolução.
É melhor arriscar do que padecer frente ao medo, ao receio; ainda mais tratando-se de algo para melhorar o ambiente escolar, o aprendizado, o convívio social, a participação junto ao coletivo, às brincadeiras e trocas de conhecimentos com gente nova, a uma estrutura melhor e capacitada. Devemos privar nossas crianças de conhecer o novo em um mundo tão grande e imenso cheio de novidades?
O medo dos mais velhos e seus receios não podem privar o direito dos mais jovens a um ambiente educacional de qualidade para formação de uma sociedade cada vez melhor.


