Mais do que o crescimento da violência o que nos assusta é a banalização desta prática. Vivemos um tempo em que não há escala para que se haja agressão, onde qualquer alfinete é motivo para arrebentar o pavio curto de muitas pessoas.
As brigas são motivadas, muitas vezes, por puro prazer em ver a dor do outro ou, ainda, por uma falsa sensação de poder, status ou uma forma de impor o respeito através do medo, uma ilusão que pode custar muito caro para ambas às partes.
A violência costuma andar de mãos dadas com a covardia
A violência costuma andar de mãos dadas com a covardia, onde homens agridem suas mulheres, pessoas mais fortes ferem as mais fracas, grupos de pessoas atacam alguém que está sozinho.
O pior de tudo é que, na maioria dos casos, quando se fala de violência já se pensa em segurança pública, assaltos, roubos, bandidos e correlatos, mas não, é uma prática que está presente no cotidiano das pessoas, em rodas de amigos em festas ou bares, em pessoas que nem se conhecem, mas, às vezes, apenas por um “olhar torto” ou mal interpretado, se tornam inimigos mortais.
A questão principal é: devemos esperar apenas por soluções do Estado ou também é necessário fazer uma análise interna de nossas ações, comportamentos e atitudes? Não deveríamos dar mais valor a nossas vidas, a vida de nossos entes queridos e respeitar a vida dos outros que são entes queridos de outras pessoas?
Devemos pensar que um momento, uma ação isolada, uma decisão de cabeça quente, pode ceifar vidas
Devemos pensar que um momento, uma ação isolada, uma decisão de cabeça quente, pode ceifar vidas, sonhos e destruir famílias. Não podemos achar que a violência só acontece com o outro ou em cidades grandes, a violência está mais próxima do que imaginamos ou do que esperamos. Afinal, a consciência pode ser utilizada de forma mais eficaz do que o arrependimento.



