Nesse dia ainda acontecem diversas manifestações em várias cidades do país e do mundo para chamar atenção das autoridades para o incentivo ao esporte e, principalmente, a promoção de segurança para que o skate mantenha suas origens e os skatistas possam realizar suas manobras em locais apropriados e tenham mais segurança nas ruas, pois o skate também é um meio de transporte para muitas pessoas.
NORTE PIONEIRO
O skate virou esporte e tem ganho cada vez mais espaço e adeptos na região do Norte Pioneiro. Os municípios de Arapoti, Jacarezinho, Pinhalão e Wenceslau Braz já têm pistas de skate e em Siqueira Campo, uma área dedicada ao esporte já está em construção. Além disso, em Wenceslau Braz já existe lojas especializadas em equipamentos e suprimentos para essa modalidade como a Esporte Sobre Rodas, coisas que, no passado, só eram encontradas em lugares distantes. O município também foi sede da 4ª etapa do campeonato paranaense de skate.
A Folha Extra entrevistou Khellermann Khallinn Machado que é um skatista conhecido na região e pratica o esporte há 20 anos. “Eu ando de skate desde 1996 quando ainda morava em Minas Gerais. Lá eu participava de diversos campeonatos e fui campeão em algumas oportunidades”, conta o skatista.
O investimento na construção das pistas colabora com a prática do skate de diversas maneiras, pois faz com que os skatistas tenham locais adequados e seguros para praticar e desenvolver suas habilidades. Outro fator importante é sair das ruas, o que torna o esporte mais seguro. “As pistas de skate tem uma estrutura própria para que a gente possa andar, aprender e desenvolver nossas manobras. Fora isso, não existe o risco de ficar andando em meio aos carros e correndo o risco de sofrer algum acidente grave”, explica Kellermann.
Essa popularização do skate que vem ocorrendo ao longo das últimas décadas também colabora para a “desmarginalização” do skatista que passa a ser visto como um esportista e não marginal. “Antigamente o skatista era visto como marginal, já pensavam que usava droga e essas coisas. Mas nesses 20 anos que eu ando as coisas mudaram bastante, tem brasileiro famoso no mundo inteiro e ganhando dinheiro com o skate. Além de esporte virou profissão”, destaca o skatista.
HISTÓRIA
Quem nunca viu alguém andando em uma prancha de madeira com quatro rodinhas e realizando ou arriscando algumas manobras, esse é o Skate. Surgiu a partir dos anos de 1880 em garagens onde jovens e crianças adaptavam rodinhas de patins em pedaços de madeira, sendo a ideia patenteada em 1939. Em 1959, em plena revolução industrial, o Skate estava presente. A norte americana Roller Derby começou a fabricar os primeiros shapes e trucks dando forma ao skate que conhecemos hoje em dia.
Como esporte que é conhecido atualmente, o skateboarding surgiu no final dos anos de 1950 na Califórnia, quando alguns surfistas resolveram levar as manobras das pranchas de surf para o asfalto. A partir dai Ollie, Kickflip, Impossible, Grind, Manual, Varial entre outras se tornaram palavras do vocabulário dos skatistas, pois são algumas das manobras feitas no skate.
A partir dai surgiram as manobras radicais realizadas nas ruas e nas famosas piscinas vazias dos EUA que inspiraram as pistas de skate. Assim, a diversão criada pelos surfistas para treinar ou se divertir em dias que o mar não estava bom para o surf ganhou o mundo e se tornou objeto de grandes torneios e competições.
No Brasil, o skate se popularizou e virou febre no início dos anos de 1980 e, atualmente, é o segundo esporte mais praticado no país, perdendo apenas para o futebol, conforme aponta a CBSK (Confederação Brasileira de Skate).
Os americanos Tony Hawk e Steve Cabellero, os brasileiros Sandro Dias (o Mineirinho) e a mistura Brasil/EUA Bob Burnquist, são ícones do esporte. As mulheres também dão um show sobre as quatro rodinhas, como é o caso da paulistana Letícia Bufoni de 22 anos que é dona de quatro títulos mundiais e da campinense Pamela Rosa que, com apenas 16 anos, já é bicampeã mundial.
O esporte pode ser realizado tanto na modalidade street (ruas) quanto em pistas próprias com rampas, caixotes, corrimãos e half pipes. O objetivo principal é não ter limites e se superar nas manobras. É recomendado o uso de equipamentos de segurança como capacete, cotoveleiras, joelheiras, tênis e etc. Mesmo assim, alguns ralados podem fazer parte da rotina do skatista.



