Segundo informações de familiares, os esforços dos médicos para salvar a vida de Adinan infelizmente não surtiram efeito e seu quadro clínico piorou na manhã de terça-feira (27), vindo a causar uma parada cardíaca por volta das 00h e, em seguida, falência múltipla dos órgãos nesta madrugada.
A família cogita a liberação dos órgãos para doação
O CASO
A confusão que levou à saúde do santanense à condições extremas ocasionando sua morte, aconteceu na madrugada de sábado (17). Segundo o resultado das investigações do delegado da 36ª Regional da Polícia Civil responsável pelo caso, Miguel Chibani, a discussão entre Adinan e o policial militar paulista Marcos Barbosa Dornellas iniciou por motivo torpe, vindo posteriormente a resultar em um conflito corporal, envolvendo também um tio de Marcos, o guarda municipal Gilmar Camargo Sena.
Segundo testemunhas, Adinan estava aparentemente alcoolizado e foi golpeado diversas vezes com socos na cabeça até que caiu no meio-fio, fato que acarretou na abertura de seu crânio, o levando a ficar desacordado.
Ao perceberem que a vítima não reagia e aparentava estar gravemente ferida, os agressores colocaram a vítima em um veículo Peugeot e o levaram para o hospital do município, sendo acompanhados por diversos amigos do rapaz que presenciaram a situação. Algumas cenas da agressão foram registradas pelas câmeras de segurança de uma agência bancária.
INQUÉRITO POLICIAL
Apesar do inquérito ter sido concluído rapidamente após o incidente, o indiciamento por homicídio tentado passa a ser consumado, visto que a vítima veio a falecer. O delegado Chibani, em entrevista exclusiva para a Folha Extra, falou sobre a nova denúncia que será instaurada contra Marcos e Gilmar. “Por ocasião da morte da vítima, o crime deixa de ser tentado e passa a ser consumado. Os réus então deixam de ter direito a uma redução da pena estipulada entre 1/3 a 2/3 e passam a responder pelo homicídio na sua forma integral, ou seja, consumado”, conclui.
Os réus permanecem presos no estado de São Paulo. Marcos em uma prisão militar e Gilmar em uma cadeia pública de Diadema. Após a promotoria formular a denúncia que será encaminhada ao juiz, os dois serão julgados no Fórum da Comarca em Wenceslau Braz.


