
Mas como ajudar essas pessoas que muitas vezes sofrem caladas e só dão alarde de seu sofrimento quando o pior acontece? Não existe uma receita para evitar o suicídio, mas os psicólogos explicam que há muitas atribuições da família que tem sido negligenciadas quando se trata da observação e cuidado com quem vive na mesma casa ou próximo.
Não tem idade, sexo ou classe social; o suicídio atinge todas as esferas da sociedade, mas com o passar dos anos, o público mais atingido tem mudado. Estudos apontam que entre 1996 e 2012, o suicídio cresceu 154% entre pessoas com mais de 60 anos, com o ápice depois dos 80 anos, contudo uma alteração brusca tem se observado, porém sido pouco difundida nas discussões da sociedade psiquiátrica.
Segundo o Ministério da Saúde, entre 2002 e 2012 a taxa de suicídio entre crianças e pré- adolescentes, com idade entre 10 e 14 anos, cresceu 40%. Já entre os adolescentes, entre 15 a 19 anos, o aumento foi de 33,5%.
Os psicólogos ainda explicam que os adolescentes, ao contrário dos adultos, não planejam a ação, mas agem por impulso, o que explica que um jovem normal e saudável cometa tal ato contra a própria vida sem dar nenhum sinal de que está com dificuldades emocionais. Mas há sinais sim! E eles devem ser observados.
Muitas das vezes há avisos, mesmo que soem como brincadeiras podem estar escondendo um quadro de depressão atípica que não se manifesta de maneira óbvia, com choro e isolamento, por exemplo.
A resposta para evitar o suicídio talvez realmente não exista, mas convívio familiar saudável, acompanhamento em redes sociais e até mesmo sugerir a procura por um profissional podem salvar uma vida de um momento que simplesmente vai dar fim a todos os sonhos e planos de alguém que tem toda vida pela frente.


