Todo produtor rural sonha em ter sucesso em sua propriedade, seja no plantio ou na pecuária, mas nem sempre os custos para uma boa produção são viáveis a quem não tem um capital sólido para investir.
Para apresentar as linhas de crédito disponíveis para médios e grandes agricultores, a Caixa Econômica Federal de Wenceslau Braz que atende também Santana do Itararé, São José da Boa Vista e Tomazina, realizou na noite de quarta-feira (12) uma confraternização que reuniu cerca de 40 produtores da região.
Segundo o gerente de pessoa física da agência de Wenceslau Braz, para o Plano Safra 2017/2018 a taxa dos juros varia de 6,5 % e 9,5 % dependendo da linha e do enquadramento do produtor. “Para este ano são cerca de R$ 18 bilhões disponibilizados para financiar custeio e mais R$ 3,7 bilhões para investimento”, explica Carlos Cézar Machado.
Há uma diferenciação entre créditos disponibilizados para custeio e investimento. O gerente explica que custeio serve para financiar despesas de toda cadeia produtiva como sementes, insumos e assistência técnica. Já o investimento é utilizado para aquisição de bens a longo prazo como trator, colheitadeira, etc.
“Na contratação para custeio, o agricultor tem uma carência de 14 meses para pagar e no caso do investimento o contratante tem uma carência de 3 anos, podendo variar para mais de acordo com o projeto de cada consultor e produtor”, explica Carlos.
O gerente geral da agência, Luiz Ricardo Rodrigues Maciel, diz que a Caixa Econômica ainda é “jovem” na área de financiamento rural, mas oferece condições mais atrativas para cada caso. “Nosso diferencial é o atendimento, a rapidez no processo, além de algumas taxas e cobranças que tentamos não impor, ou ao menos, diminuir para que no final, o agricultor seja beneficiado”, explica.
Só a agência brazense já conta com cerca de 60 clientes e o número tende a aumentar a cada ano safra. “Alguns produtores fazem três contratações no ano, pois tem plantio em épocas diferentes no ano todo. No último semestre foram cerca de R$ 3,6 milhões para os municípios atendidos”, conta.
O engenheiro agrônomo da Denorpi, Carlos Zabelinski, também falou sobre a importância dos agricultores conhecerem os créditos que estão disponíveis e não hesitar em ousar na produção.
Para contratar o financiamento é necessário os documentos pessoais, documentação do imóvel rural, um contrato ou uma carta de anuência comprovando que a pessoa tem uma área disponível para o plantio, além de precisar comprovar experiência da área de cultivo escolhida. A matrícula do imóvel também é exigida como garantia.


