No último dia 23 foi dada a partida para Operação Rondon 2017, realizada pela UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa) em parceria com a UENP (Universidades Estadual do Norte do Paraná) e a Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná). O projeto envolve 240 rondonistas que vão desenvolver atividades de promoção humana e cidadania em 10 municípios do Norte Pioneiro.
A equipe da Folha Extra foi até Siqueira Campos para acompanhar um dia de atividades desses estudantes e a interação com diferentes áreas da comunidade, abordando diversos assuntos. Foram realizadas ações de teatro, pintura e dança, proporcionando muita diversão para os menores da Casa Lar, além de intervenções contra as drogas e bullying no Colégio Estadual Sagrada Família.
A coordenadora da equipe que está no município, Carla Adriane Pires Ragasson, falou sobre o objetivo da operação. “O projeto Randon é o maior projeto de extensão que existe hoje no país, e a proposta é abranger algumas regiões que têm algumas demandas com relação à saúde, educação e cidadania”, explicou.
O projeto é uma via de mão dupla onde há a troca de conhecimentos entre os estudantes e a comunidade. “Os alunos permanecem duas semanas nesse local numa troca de saberes. Para o aluno é importante porque ele sai daquele conteúdo teórico da faculdade e consegue colocar em prática a sua experiência. Para a comunidade, é uma oportunidade de se capacitar no sentido de comunicação e esclarecimento de diversos temas”, comenta Carla.
Isaías é de Fortaleza e está cursando mestrado em Ciências e Educação Matemática na UEPG. Ele ressalta a importância do projeto para diminuir as lacunas existentes entre faculdade e realidade. “A gente percebe que às vezes está meio distante da realidade quando eu percebo que o meu conhecimento obtido dentro da faculdade é maior ou superior do que o de outras comunidades. Num projeto como esse a gente consegue diminuir esse espaço”, pontuou.
Carla fala sobre como a experiência vivida durante os dias de operação são importantes e marcantes para os alunos. “A troca de experiência é algo marcante. No início os alunos vêm para o Rondon para ensinar e, em dois ou três dias de ação, eles percebem que estão aprendendo. É uma troca de conhecimento muito importante para formação destes jovens”, destacou.
Renata Dalzotto tem 21 anos e cursa farmácia na UPG. A jovem Universitária emociona ao falar sobre como é participar do projeto e o que isso representa em sua vida. “A cada dia que eu estou aqui eu aprendo muito e também consigo passar alguma coisa para comunidade. A gente aprende muitas coisas novas e isso nos faz refletir bastante sobre a nossa vida inteira e perceber que no final nós todos somos bem parecidos”, discursou.
Maria das Dores Ramos, diretora do Colégio Sagrada Família, diz ter se surpreendido com a metodologia utilizada pelos rondonistas para envolver os alunos nas atividades. “A princípio eu pensei que não acrescentaria em nada, pois a gente já trabalha os temas propostos pelo projeto, mas após eles começarem a trabalhar, a gente percebe que a criançada se envolve e vê aquilo de forma diferente e se deixam envolver mais. Acredito que fique uma boa lembrança para eles”, explicou.
Rafael Draghi foi um dos envolvidos em trazer os universitários para o município e fala sobre o propósito do Rondon. “O propósito é formar multiplicadores que são a própria comunidade, pessoas que continuem praticando essas ações. São sementes que são plantadas e vão dar resultados no futuro transformando a cidade”, destacou.



