A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento já encerrou a edição do 15º Concurso Café Qualidade Paraná, em Jacarezinho, com a premiação dos produtores que produziram café de qualidade especial. O resultado final mostra um avanço das mulheres produtoras, especialmente daquelas oriundas da agricultura familiar, entre os vencedores. Foram 12 homens e 8 mulheres os finalistas do concurso, que mobilizou inicialmente cerca de 210 participantes.
Os 13 participantes premiados no concurso, que residem e produzem na região do Norte Pioneiro, são dos municípios de Joaquim Távora, Tomazina, Pinhalão, Ribeirão Claro, São Jeronimo da Serra e Nova Fátima.
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E entre as mulheres premiadas, uma delas – Rosa Moreira do Carmos dos Santios, de Cambira, é beneficiária do programa de Crédito Rural, também operado pela Secretaria da Agricultura.
O secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Otamir Cesar Martins, falou sobre os resultados do concurso. “Esse resultado dá uma demonstração da participação das mulheres produtoras na produção de um café de qualidade no Paraná e que estão fazendo a diferença no resultado final, com a colheita de um café gourmet, com as características de cafés especiais”, comentou.
Oatmir ainda comentou sobre a presença de empresários e compradores do grão no evento. “A presença de compradores de cafés especiais no evento dá a dimensão que o Paraná está se tornando num Estado produtor de café especial, de elevada qualidade, o que está melhorando a renda do produtor que está se especializando na atividade”, acrescentou o secretário.
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Estima-se que, com alguns cuidados a mais na condução da lavoura, o produtor consegue agregar cerca de 30%, em média, na renda do produto. Já os finalistas do Concurso Café Qualidade 2017 conseguiram uma média de ágio de 100% em relação ao preço médio pago pelo mercado.
Num evento bastante prestigiado pelos produtores rurais do Norte Pioneiro, o Concurso Café Qualidade foi realizado simultaneamente à 10ª edição da Feira Internacional de Cafés Especiais, que é uma amostra tecnológica dos avanços e novidades em equipamentos recomendados para a condução de uma lavoura de qualidade.
De acordo com Martins, o produtor está atendendo o desafio lançado pelo governo do Estado desde 2011, de elevar a produtividade, mas mantendo a qualidade da produção. “Os produtores estão indo ao evento, identificando um novo horizonte para o café de qualidade que o Paraná deve ter”, disse.
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O secretário ainda atribuiu esse avanço ao trabalho em parceria da Secretaria da Agricultura e Abastecimento com as empresas vinculadas Emater e Iapar que atuam na assistência técnica aos produtores e na pesquisa de novas variedades. Mas também a entidades parceiras como o Sebrae, que auxilia na formatação para a comercialização dos cafés especiais
CONCURSO
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O Concurso Café Qualidade, promovido pelo governo do Estado, Câmara Setorial do Café, Emater, Iapar e Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina, premiou finalistas do 1º ao 5º lugar nas categorias: Natural, Natural da Agricultura Familiar, Cereja Descascado e Cereja Descascado da Agricultura Familiar.
A etapa inicial do concurso contou com 210 inscritos, dos quais foram classificados 129 que passaram para a primeira fase. Desses, 71 produtores foram para o júri estadual, e o resultado final premiou os 20 melhores cafés do Paraná de primeiro ao quinto lugar de cada categoria. As amostras de café foram testadas no laboratório especial do Iapar, em Londrina.
De acordo com o secretário executivo da Câmara Setorial do Café, Paulo Sergio Franzini, este ano o Concurso Café Qualidade contou com a parceria especial da prefeitura de Jacarezinho que disponibilizou R$ 30 mil que deviam ser distribuídos em prêmios aos produtores finalistas. Assim, esse valor foi dividido em R$ 3 mil para os primeiros colocados das quatro categorias premiadas; R$ 2,5 mil para os segundos lugares; R$ 1 mil para os terceiros colocados e R$ 500 para os quarto e quinto colocados.
Seguindo as regras do concurso, os finalistas conseguiram também como prêmio a garantia de compra dos cafés especiais, com um ágio médio que atingiu 100% este ano. O quinto colocado teve garantia de compra do café por R$ 700 a saca; o quarto lugar por R$ 800 a saca; o terceiro lugar por R$ 900 a saca; o segundo lugar por R$ 1 mil a saca e o primeiro lugar por R$ 1,1 mil a saca, enquanto no mercado o preço médio da saca de café é de R$ 450.
Segundo Franzini, muitos finalistas estavam vendendo a produção classificada até acima desses valores para compradores de cafés especiais que vieram de Curitiba e Londrina. “Muitas cafeterias do Paraná estão trabalhando com cafés especiais comprados aqui mesmo”, finalizou.
Além do mercado, os cafés dos produtores finalistas têm a garantia de compra com recursos de 11 entidades patrocinadoras do concurso que são: Banco do Brasil, BRDE, Sicredi, Faep/Senar, Sebrae, Fiep, Olamcoffee, Cooperativa Integrada, Ocepar, Sanepar e Itaipu. O evento também contou com o apoio de outras cooperativas como a Cocamar, Cocari e Copacol.