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O silêncio complacente dos senhores do pato amarelo - Por Luiz Cláudio Romanelli
O silêncio complacente dos senhores do pato amarelo - Por Luiz Cláudio Romanelli
da Redação17/10/2017
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No dia 7 de outubro, a Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG) e outras 27 entidades dos Campos Gerais, publicaram uma nota pública em apoio ao general Antônio Hamilton Mourão, secretário de Finanças das Forças Armadas, que declarou apoio a uma intervenção militar no país.
“Há conforto em saber que existem brasileiros como ele, que ainda se preocupam com a nação e se disponibilizam a lutar pelo futuro. Assim, parabenizamos o General pelas suas palavras e reiteramos nosso apoio”, dizia a nota.
Um equívoco que apontem os quarteis como saída para a crise e se calem sobre o papel do empresariado brasileiro na corrupção.
O episódio me fez recordar de um episódio do final da minha adolescência, quando um militar de Ponta Grossa, que comandava o 13º Batalhão de Infantaria Blindada, a mais poderosa unidade da 5a Região Militar (Paraná e Santa Catarina), Luiz Manfredini, à época jornalista do Jornal do Brasil fez uma bombástica entrevista assim descrita no Blog do Zé Beto: “Aos 47 anos na época, 26 dos quais dedicados ao Exército, o Coronel Tarcísio Nunes Ferreira deixou clara sua “fidelidade aos ideais do movimento de 31 de março de 1964”, mas criticou o que considerava sua deformação: “Nós saímos de um processo totalitário que se tentava, através do governo, pela desordem, para um processo totalitário feito pelo governo, pelo excesso de ordem”. Para ele, “numa sociedade o que é preciso é a harmonia, e não a ordem”.
Na longa entrevista, o coronel defendeu a imediata abertura democrática no país, com pluripartidarismo (mas sem a participação do Partido Comunista), quebra dos instrumentos de exceção dos quais a ditadura ainda se valia, anistia e até mesmo uma assembleia constituinte. E endereçou ao presidente Ernesto Geisel críticas corrosivas. Opôs-se ao seu conceito de democracia relativa e aos poderes imperiais da Presidência”. Senti saudades da nossa capital cívica.
Na segunda-feira, (9) a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou uma nota de repúdio contra a carta da ACIPG.
A carta dos empresários ponta-grossenses revela que vivemos um momento preocupante, perigoso até, quando empresários decidem vir a publico defender intervenção militar como panaceia para nossos males. Impressionante como o presidente da ACIPG propõe um revisionismo da história ao afirmar, como o fez em entrevista à jornalista Mareli Martins, que “tudo que dizem sobre a ditadura foi escrito por jornalistas de esquerda”.
Seria cômica se não fosse trágica tamanha distorção da realidade.
A ditadura foi um período marcado pelo autoritarismo, cassação dos direitos políticos, violação dos direitos humanos e das liberdades individuais, censura e ataque à imprensa, concentração de renda, inflação descontrolada e controle do Poder Judiciário. O Ministério Público era um apêndice do Poder Executivo.
A indignação com a crise política, especialmente com a corrupção, não pode levar o país de volta ao obscurantismo e truculência da ditadura militar, mas sim estimular o aperfeiçoamento de nossa democracia.
Infelizmente, estamos vivendo um tempo do enfraquecimento dos partidos políticos, com a consequente judicialização das questões políticas e sociais, em claro desrespeito às garantias do devido processo legal e ao Estado Democrático de Direito. Aliás, no Brasil delator virou uma categoria social. Goza de um certo status, é tratado como alguém que decidiu contar o que sabe da vida dos outros. Se é verdade, meia verdade ou meia mentira isso não importa. Não é visto pela mídia como um criminoso, mas sim como alguém que colabora para dar verossimilhança a versão que foi construída pelos acusadores.
Em vez de defender intervenção militar, creio que está mais do que na hora dos empresários começarem a refletir sobre a complacência e a omissão que vem mantendo em relação às revelações das investigações de corrupção no país. Corrupção no Brasil é muito mais ampla e complexa do a que se vê por meio da operação Lava a Jato.
Pesquisa feita pela UFMG/Vox Populi mostra que quase um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que dar dinheiro a um guarda para evitar uma multa não chega a ser um ato corrupto.
“O fato é que muitas pessoas não acham que o desvio privado seja corrupção, só levam em conta a corrupção no ambiente público”. diz o promotor de Justiça Jairo Cruz Moreira. Ele é coordenador nacional da campanha do Ministério Público "O que você tem a ver com a corrupção", que pretende mostrar como atitudes que muitos consideram normal são, na verdade, um desvirtuamento ético.
Moreira listou dez atitudes que os brasileiros costumam tomar e que, por vezes, nem percebem que se trata de corrupção.
Confira a lista:
- Não dar nota fiscal;
- Não declarar Imposto de Renda;
- Tentar subornar o guarda para evitar multas;
- Falsificar carteirinha de estudante;
- Dar/aceitar troco errado;
- Roubar TV a cabo;
- Sonegar imposto;
- Comprar produtos falsificados;
- No trabalho, bater ponto pelo colega; ?- Falsificar assinaturas;
- Apresentar atestado médico falso para faltar ao trabalho.
E assim, poderíamos fazer uma imensa lista de pequenas corrupções.
Sim, porque como nos ensinou o magistrado Antônio Di Pietro, que desencadeou a Operação Mãos Limpas, na Itália, a corrupção é um câncer que ataca da mesma forma quem dá e quem recebe o dinheiro.
“Não se pode dizer que o crime de corrupção seja mais grave para quem recebe o dinheiro do que para quem o dá”, disse ele, há mais de 15 anos.
“Numa sociedade capitalista só se pode aceitar o princípio do livre mercado se houver transparência nos negócios. Só se pode aceitar os princípios da democracia ocidental se ela for transparente política e institucionalmente”, disse o juiz.
Onde estão as “entidades representantes das classes produtivas” que, com tanta ousadia clamam por intervenção militar como solução para a corrupção, mas não tem a mesma coragem para também publicamente admitir e apontar a existência de frutos podres entre seus pares- aqueles que corromperam, pagaram propina?
Por que o empresariado se omite e se cala ou aponta o dedo apenas para os políticos, fazendo de conta que na outra ponta não existe um empresário que corrompeu e é tão corrupto como quem foi corrompido?
Onde estão os senhores do pato amarelo que não fazem uma autocritica e admitem que, entre os que se assentam em seus conselhos, há os que adotaram praticas de negócios lamentáveis e com transparência financeira condenável? Só os políticos vão pagar esse pato?
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