
Sem dúvidas, a maior polêmica sobre a reforma trabalhista está ligada à incerteza dos acordos entre patrão e empregado. Até que ponto a decisão do empregado pesa nesse contrato de trabalho e quando o peso da opinião do patrão começa a ser abusivo?
Em um Brasil de 12 milhões de desempregados, vai ser difícil encontrar um trabalhador que baterá de frente com o alguém pra defender seus direitos, pois quem tem um emprego, comumente quer mantê-lo. Mas será que o medo de ficar desempregado deve se sobrepor aos direitos?
A reforma não é de toda ruim, pois mesmo com poder de acordo, manteve algumas obrigatoriedades, mas se pode ser discutida, não é imperativo, não é mesmo? Se é um direito discutível, não é lei, é facultativo, mas e se o empregado concordar?
As normas trabalhistas servem exatamente para isso, para que nenhum lado abuse do outro, para que não haja imposição, mesmo que a parte mais fraca aceite(muitas vezes coagida pela ameaça de perder o emprego).
Lei serve pra nortear e punir, quando necessário, se fosse pra conversar e resolver, qual a função dos 922 artigos?



