O deputado federal Tiririca entrou mudo, permaneceu calado, mas não saiu desapercebido. Dono do bordão “Vote no Tiririca, pior que tá não fica”, o humorista, como bom político que ainda nem era, ludibriou a população com seu discurso, que no fim, era falso, porque as coisas pioraram, e muito.
Mas tirando o fato de usar uma frase cômica e sua fama pra se eleger, o que mais entristeceu os eleitores de Tiririca, foi perceber que ele não fez nada para mudar o cenário brasileiro e, em sete anos de mandato, só usou a tribuna uma vez para transmitir a insatisfação com a política e assinando um único projeto, beneficiando apenas sua categoria.
A atuação apagada e o “único último” discurso deu abertura para que grandes portais deixassem a imagem do deputado da alegria ainda mais turva. Foram pouco mais de oito minutos de fala que, de acordo com as contas de todo montante recebido pelo deputado nestes sete anos, custaram aproximadamente R$ 452,5 mil por minuto, valor que totaliza os mais de R$ 3,6 milhões já pagos pelos serviços prestados à nação por Tiririca, os serviços? Um único e último discurso.
Somado aos cifrões, o palhaço teve sua renúncia associada ao nome de José Genuíno, político incinerado pela Lava Jato que seria seu suplente, boato de fato, até porque Genuíno está inelegível, mas nesses dias turbulentos para Tiririca é mais uma mancha em seu currículo.
Nem bem, nem mal, ele sai sem se contaminar com a corrupção que tanto condena, mas também sem fazer absolutamente nada para combatê-la.
Não obstante, a renúncia é apenas uma declaração de que não disputará o pleito em 2018, mas ao que tudo indica, concluirá o que começou em 2011, o que? Não sabemos, mas se esse foi o último discurso e ainda restam 12 meses de mandato, o que nos resta é rir de mais uma piada do palhaço deputado no circo político brasileiro.


