Um crime bárbaro abalou a população da cidade de Ibaiti no ano de 2015. A jovem Alice Oliveira, de apenas 18 anos, foi estuprada e brutalmente assassinada. Após as investigações, três pessoas foram apontadas como autores do crime.
Dois anos depois da atrocidade que interrompeu os planos de vida da jovem e acabou com a alegria de uma família, dois dos acusados foram júri popular. Leonilto Aparecido Lopes, de 47 anos, e Fabiano Paulino da Silva, 27 anos, foram julgados no Tribunal da Comarca de Ibaiti em uma audiência que se iniciou as 8h da última terça-feira (12) e se estendeu até as 1h40 desta quinta-feira (14).
Leonilto, conhecido como “Nitão”, acabou sendo absolvido das acusações que recaíam sobre ele de estupro e homicídio. Os sete jurados acataram a tese apresentada pela defesa em que Leonilto é inocente e, assim, a sentença foi anunciada pela Juíza Fabiana Christina Ferrari que conduzia o caso. Já Fabiano foi condenado pelo júri a uma pena de 26 anos de reclusão pelo crime de homicídio e quatro qualificadoras, mas, ele acabou sendo absolvido da acusação de estupro.
O julgamento que começou nesta terça-feira contou com a presença apenas dos dois acusados. Já o terceiro réu envolvido com o crime, José Aguinaldo Correia Neto, de 37 anos, deverá ser julgado separadamente em data que ainda não foi definida, pois sua defesa recorreu da sentença de pronúncia de julgamento.
Após o anúncio das duas sentenças, a sessão foi encerrada. O réu absolvido Leonilto foi encaminhado para delegacia de polícia de Ibaiti para assinar o Alvará de Soltura. Já Fabiano, condenado, retornou para Penitenciária de Londrina onde já cumpria prisão preventiva.
Já a promotora Dúnia Serpa Rampazzo comunicou que o Ministério Público vai recorrer da sentença que absolveu o réu Leonilto.
DENÚNCIA
Após as investigações, o Ministério Público (MP), representado pelas promotoras Dúnia Serpa Rampazzo e Leticia Alves, denunciou Fabiano, Leonilto e José Agnaldo, por terem praticado ato de violência e grave ameaça utilizando-se de uma faca e emprego de força física para abordar e arrastar Alice até uma construção e praticar atos libidinosos.
De acordo com a denúncia, os três acusados praticaram o crime cientes da ilicitude e reprovabilidade de seus atos, sendo que todos aderiram a conduta delituosa um do outro, apresentando ainda intenção de matar a jovem utilizando-se de uma faca e força física. Para o MP, o crime foi praticado de maneira cruel, sendo a vítima, uma jovem, agredida de forma violenta por três homens.
Segundo os resultados das investigações e exames realizados em Alice, a jovem foi atingida com golpes em sua cabeça, braços, pescoço, punhos e mãos, o que, para o MP, causou a vítima intenso sofrimento físico e psicológico. O crime foi praticado por motivo torpe, pois, a garota foi estuprada e morta após ignorar o assédio de um dos denunciados. Para promotoria, Alice não teve chances de defesa e se quer pode pedir ajuda ou esboçar qualquer reação.


