Depois de ser secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano do governo Beto Richa por quase quatro anos, o deputado estadual Ratinho Júnior (PSD) deixou o cargo em setembro para preparar sua pré-candidatura à sucessão estadual. Mesmo assim ele garante que sua candidatura não representa o grupo do atual governador, mas sim um grupo político próprio, independente. E diz não temer que o desgaste sofrido por Richa em razão do ajuste fiscal contamine sua campanha.
“Eleição sem Lula é fraude”, afirma Requião
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) usou sua página pessoal no Facebook para reforçar o argumento de que eleição sem Lula é fraude. “A gente sabe que não é gente séria que está no comando do Brasil agora”, diz ele. “Por outro lado, o que eu vejo, são acusações muito débeis contra o Lula”, destaca.
No vídeo, Requião alerta que “querem tirar o Lula do processo político porque o prestígio que o Lula conseguiu com suas políticas sociais no Brasil inteiro faz a sua eleição não só possível como inevitável. É a ferramenta que temos hoje, é o ponto de apoio para pôr um fim a esta destruição do estado brasileiro”, afirma.
71% dos juízes recebem acima do teto de R$ 33,7 mil
Folhas de pagamento entregues este mês ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por tribunais de todo o país mostram que, ao menos nas cortes estaduais, receber remunerações superiores ao teto constitucional é regra, não exceção. Com base nas informações salariais divulgadas pela primeira vez pelo CNJ, aponta que, nos últimos meses, 71,4% dos magistrados dos Tribunais de Justiça (TJs) dos 26 estados e do Distrito Federal somaram rendimentos superiores aos R$ 33,7 mil pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — valor estabelecido como máximo pela Constituição.
Partidos vão dar prioridade à reeleição na divisão de fundo
Líderes dos dez maiores partidos pretendem direcionar os recursos eleitorais em 2018 para campanhas de candidatos que já tenham mandato político. Além disso, também devem priorizar o espaço da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV para caciques partidários e candidatos conhecidos em seus redutos.
Com recursos limitados – o fundo eleitoral terá R$ 1,7 bilhão – e um período menor de propaganda gratuita, os partidos avaliam que precisam concentrar a estratégia em quem já é conhecido para garantir a eleição. A tática vai na contramão da expectativa de que as novas regras eleitorais, aprovadas no fim de setembro no Congresso, pudessem acelerar uma renovação na política.


