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As consequências nefastas da PEC do Teto de Gastos

As consequências nefastas da PEC do Teto de Gastos

"Haja hoje para tanto ontem" Paulo Leminski   Um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) ganhou destaque no jornal “O Estado de São Paulo”, dias atrás e deve servir como alerta sobre as consequências nefastas das decisões governamentais tomadas sem uma análise mais aprofundada.Segundo o jornal, as despesas do governo federal com saúde e educação caíram 3,1% no ano passado em relação a 2016, se descontada a inflação. Em termos nominais, o gasto total nas duas áreas ficou congelado, saindo de R$ 191,2 bilhões para R$ 191,3 bilhões,O documento da CNM mostra que a aplicação da emenda constitucional que criou o novo teto constitucional sobre as despesas na área da saúde fará com que a União deixe de ser a protagonista no financiamento das ações do setor no Brasil.Com o congelamento das despesas federais, o governo federal, que gastou em 2017 1,89% do Produto Interno Bruto (PIB) em saúde, aplicará 1,51% em 2026 e 1,18% em 2036, quando termina o período de aplicação da regra, revela o estudo.O gasto federal com ações em saúde somou R$ 106 bilhões em 2016, o equivalente a 13,2% da Receita Corrente Líquida (RCL) da União. O documento mostra que o gasto federal com saúde pública partiu de um patamar em torno de R$ 54 bilhões em 2001 (valor já atualizado pela inflação) e atingiu seu ápice de R$ 108 bilhões em novembro de 2014. “Isso ocorreu tanto para o gasto total, quanto para as transferências para municípios, que cresceram de R$ 23 bilhões para R$ 56 bilhões no mesmo período. Isso se explica fundamentalmente pela regra que vinculava a despesa de saúde com o crescimento do PIB, garantindo aumentos reais da despesa do governo federal”, explica a CNM.Desde agosto de 2014, o gasto com saúde vem encolhendo em valor real, ou seja, descontando o efeito da inflação, chegando ao final de 2016 em R$ 102,8 bilhões, 5% abaixo do seu pico histórico.“A partir de 2017, seria de se esperar que esse gasto se estabilizasse em valor real pela aplicação do teto, mas o que se verifica, na prática, é uma redução ao longo dos onze meses do ano, com a despesa total de saúde caindo para R$ 101,9 bilhões, ou seja, 1% de queda. No caso das transferências para municípios, acumulou-se uma queda real de 7% de novembro de 2014 a novembro de 2017”, diz o texto.A partir das projeções da CNM, pode-se perceber que o gasto em saúde encolherá para 11,8% da RCL em 2026 e 9,2% em 2036. Ou seja, haverá redução substancial da magnitude do gasto federal com ações de saúde se a emenda do teto for rigorosamente aplicada.Conforme a CNM, ao definir a limitação do crescimento da despesa pública à inflação, a Emenda Constitucional 95/2016 implica que, no longo prazo, o gasto será reduzido em proporção ao Produto Interno Bruto, supondo um crescimento do IPCA inferior à variação do PIB.O estudo também projeta o comportamento da divisão de responsabilidade financeira entre União e Municípios. O gasto dos municípios, que atualmente representa 40% do total contra 60% da União, superará o gasto federal em 20 anos, chegando a 51,1% do total. “No caso da saúde, diz-se que o ‘teto’ é, na verdade, um ‘piso’, pois não há impedimento para que o gasto com ações de saúde – ao contrário do gasto global do governo federal – cresça acima da inflação”, afirmam os técnicos da confederação no documento.A conclusão dos técnicos da CNM é que essa situação tende a se agravar nos próximos anos, impactando significativamente as combalidas finanças municipais, pois os municípios serão responsáveis por grande parte dos gastos com saúde. “Como consequência, a prestação de serviços à população será severamente prejudicada, refletindo na qualidade de vida dos cidadãos”.São as consequências da aprovação atabalhoada e sem a necessária discussão pela Câmara dos Deputados e pelo Senado da proposta de emenda constitucional que criou um teto para os gastos públicos e que congela as despesas do governo federal, com cifras corrigidas pela inflação, por até 20 anos. Foi a saída que os especialistas de Michel Temer encontraram para sinalizar a contenção do rombo nas contas públicas e tentar superar a crise econômica.Não é a toa que o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, qualifica a Emenda Constitucional 95/2016 como uma “miragem”. Enquanto as despesas de pessoal nos setores de saúde e educação cresceram 8,2% acima da inflação em 2017, os demais gastos de custeio e capital sofreram queda real de 6,7%, revela o “Estadão”.Segundo Ziulkoski, justamente os gastos mais importantes para a prestação de serviços públicos em saúde e educação foram reduzidos drasticamente. As ações de assistência farmacêutica, por exemplo, sofreram corte real de 18,7%, enquanto a atenção básica em saúde perdeu 7,7%.De acordo com ele, os municípios estão sofrendo consequências diretas desses cortes. Os repasses da União para municípios na área de saúde e educação caíram (em valores corrigidos pela inflação) de R$ 68,8 bilhões em 2016 para R$ 65,5 bilhões em 2017, ou seja, uma queda de 4,8%. "Estamos no limiar de uma grande crise para as prefeituras do Brasil. Esses números de forma eloquente nos mostram o caminho que nós vamos trilhar agora", alertou.Os setores de Saúde e Educação, que já iam mal, provavelmente vão ficar ainda piores.

 

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Luiz Cláudio Romanelli, advogado e especialista em gestão urbana, ex-secretário da Habitação, ex-presidente da Cohapar, e ex-secretário do Trabalho, é deputado pelo PSB e líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná. Escreve às segundas-feiras sobre Poder e Governo.

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