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Afinal, o anticoncepcional faz mal a saúde? Confira na matéria

Afinal, o anticoncepcional faz mal a saúde? Confira na matéria

Os reais efeitos das pílulas anticoncepcionais é um assunto discutido por grande parte das mulheres que ingerem o medicamento.

Mas a questão central talvez não seja o uso e sim a utilização errônea desse tipo de contraceptivo via oral. Em uma recente pesquisa da pela companhia farmacêutica Bayer com apoio do Departamento de Ginecologia da Unifesp, ficou constatado que duas em cada três mulheres que tomam anticoncepcional usam o método de forma errada.

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Para saber mais sobre o assunto, a Folha Extra entrevistou a médica Fabíola de Castro Dano Albergoni, que esclarece essa dúvida e expõe quais são os sintomas acarretados com o uso da pílula.

Segundo ela, o sintoma do medicamento varia de acordo com cada paciente, podendo causar patologias como dor de cabeça, enxaqueca, aumento da pressão arterial, maior retenção de líquido, ganho de peso e trombose, contudo se a mulher estiver adaptada e ingira o medicamento após passar por uma orientação médica, as chances do remédio causar mal a saúde são mínimas.

 

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Médica falou sobreos reais efeitos das pílulasanticoncepcionais  

 

Mesmo sendo um grande aliado para as mulheres que não desejam engravidar, a médica ressalta a importância de usar outros métodos contraceptivos associados ao anticoncepcional. “Indico outros métodos, como uso de preservativos, porque sabemos que a pílula evita gravidez, mas temos que nos lembrar das doenças sexualmente transmissíveis”, orienta.

Quanto à idade ideal para ingerir o medicamento, Fabíola ressalta a importância de se consultar. “Temos observado que o início da atividade sexual das adolescentes está ocorrendo cada vez mais cedo. Do ponto de vista prático, a pílula anticoncepcional pode ser utilizada precocemente, desde que a moça seja examinada, orientada e acompanhada por um médico”, explica.

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TROMBOSE                                                             

 

A doença mais conhecida entre as pacientes que utilizam a pílula é a trombose, porém, segundo a médica, em mulheres jovens e saudáveis, o risco de desenvolver má circulação, associada ao medicamento, é baixo.

Estudos mostram que a incidência de eventos trombóticos em mulheres que usam a pílula é de 10 casos para cada 10 mil mulheres contra cinco casos para cada 10 mil que não ingerem os contraceptivos orais, ou seja, a incidência de trombose associada ao anticoncepcional pode até dobrar, mas ainda continua baixo.

Em geral, o risco de eventos trombóticos é maior durante o primeiro ano de uso da pílula. Alguns fatores, contudo, elevam o risco de trombose, entre os mais comuns estão a obesidade, idade acima de 39 anos, ser fumante ou ter outras doenças que interfiram na coagulação do sangue, como deficiência de proteína S, proteína C ou antitrombina, fator V de Leiden, hiper-homocisteinemia, anticorpo antifosfolipídeo, síndrome nefrótica, cirurgias, principalmente as ortopédicas dos membros inferiores, histórico prévio de eventos trombóticos e familiar.

 

INDICAÇÃO                                                              

 

Para cada tipo de mulher, ocorre uma indicação do medicamento e essa recomendação é muito importante, pois é comum que as mulheres comecem a tomar a pílula, seguindo o conselho de uma amiga e, desta forma, não recebem informações de um especialista.

“No Brasil a automedicação é muito comum e esse hábito é muito arriscado. Todos os medicamentos só devem ser usados sob orientação médica, devido aos efeitos colaterais que podem causar”, finaliza a médica.

 

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