Pelos mesmos aspectos que regem a segregação racial e religiosa, temos presenciado nos últimos dias, a intolerância à opinião alheia nas redes sociais e dentro dos movimentos políticos.
São insultos, palavrões e até mesmo ameaças, tudo para defender um modo de pensar que de longe, mais parece uma ditadura. A infestação de frases como “Se você apoia fulano, pode me excluir”, “Se você pensa assim, não preciso da sua amizade”, demonstra que o Brasil está caminhando silenciosamente para o mesmo radicalismo que impera no Oriente Médio, onde a divergência de opinião se torna uma trincheira de intolerância, na qual o objetivo é eliminar quem crê, pensa, faz, fala ou é diferente.
No Brasil, a intolerância ideológica e política tem distorcido o direito ao livre arbítrio e criado bolhas nas quais só pensantes da mesma linhagem podem entrar e, pior, quem foge ao imposto, é combatido por um exército de “revolucionários”, cujos argumentos são acompanhados de ofensas e ameaças.
A esquerda condena a Direita, alegando que a destra não conhece a história, somente por não concordar com o que ela impõe e vice versa. O conflito armado de insultos não deixam nenhum sobrevivente.
Mas onde está a tolerância? Separar quem pensa diferente de mim é como dizer que negros não podem ficar perto de brancos, porque antes de sermos uma cor, somos feitos de ideias.
Se a briga é para recrutar novos aliados, vamos fazer isso de maneira saudável, pois ninguém quer se juntar à um grupo que só tem como argumento a ignorância vestida de intelectualidade, na qual por trás de um ensinamento, traz um “você é burro demais para entender”.
Que ninguém seja aplaudido por incitar a violência, mas que para convencermos alguém do que acreditamos, não seja necessário desfazer amizades, agredir pessoas, hoje com palavras, amanhã com violência e depois com a morte, que cala ideias que nunca mais florescerão.


