O delegado de Polícia de Tomazina, que abrange também os municípios de Jaboti e Pinhalão, Isaias Fernandes Machado, resolveu tornar publico os últimos resultados da atual equipe de agentes investigativos da unidade.
Segundo o delegado, Há oito meses trabalhando com apenas três investigadores, (desde a morte do policial José Laurentino, o "Tininho" em agosto de 2017, e com a recente aposentadoria do investigador Silvio Trindade, o "Jarrao"), os agentes mesmo diante das enormes dificuldades do dia a dia policial, não deixaram de apresentar excelentes resultados no combate aos crimes ocorridos na comarca.
Isaias, que prefere não nominar os investigadores por questões de segurança, lembra que os agentes são responsáveis por inúmeras diligências administrativas, bem como pela cautela dos atuais 40 detentos da unidade, e mesmo assim, trabalhando em média mais de 70 horas mensais, desvendaram crimes graves e de repercussão estadual e prenderam pelo menos 14 criminosos, nas cidades de Londrina, Ponta Grossa e Matinhos, os quais praticaram dois crimes de roubo agravado praticados em 2017, em Tomazina.
Esses atos criminosos ocorreram acompanhados de sérias agressões físicas, além de cárcere privado das vítimas, de autoria de indivíduos perigosos e pertencentes ao PCC (Primeiro Comando da Capital), das cidades de Londrina e Ponta Grossa.
Ainda segundo o delegado, os investigadores chegaram a trabalhar 24 horas por dia até desvendar os crimes e prender os autores. Já no ano de 2018, os agentes da unidade desvendaram a autoria de um furto milionário praticado por uma quadrilha especializada em uma empresa de Pinhalão, sendo a prisão dos envolvidos uma questão de tempo. "Tempo, mais disponibilidade de espaço e segurança na carceragem", ressalta o delegado.
Isto devido à superlotação histórica na carceragem. Segundo Isaías, a ação dos agentes de Tomazina deve se à abnegação e talento pessoais, mas, sobretudo, à integração com as forças da Policia Militar, sem vaidade de ambas as partes.
O delegado finaliza dizendo que espera que o Estado, que já foi notificado da falta de agentes na unidade por diversas vezes, reconheça o trabalho dos policiais e resolva a questão o mais rápido possível.


