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Núcleo Maria da Penha promove Café Cultural para debater a temática do feminismo negro

Núcleo Maria da Penha promove Café Cultural para debater a temática do feminismo negro

O Núcleo Maria da Penha (Numape) da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) promoveu um Café Cultural para debater a temática do feminismo negro. O evento aconteceu recentemente na Padaria Molini’s, em Jacarezinho, e reuniu dezenas de pessoas das comunidades interna e externa da Universidade.

As falas principais ficaram por conta de duas palestrantes. A primeira foi a advogada e presidente da Comissão da Verdade e da Escravidão Negra do Brasil na OAB/SP, subseção de Ourinhos, Carla Aparecida de Souza. A segunda participação foi de Janine Cecília, do Coletivo Feminista GENI, também de Ourinhos. A mediação foi realizada por Brunna Santiago, advogada do Numape.

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Na primeira palestra, Carla Aparecida de Souza tratou da importância do feminismo negro como um movimento que milita por causas específicas à realidade da mulher negra e pobre. Lutas estas que, muitas vezes, podem não se aplicar a mulheres brancas de classe média.

“Um erro que às vezes reproduzimos é universalizar o feminismo. Essa universalização não é benéfica para o movimento, pois as pautas quase sempre são distintas. É preciso que as mulheres se engajem sim no feminismo, mas que elas entendam qual é a demanda pela qual elas estão militando. Que direitos elas estão almejando e que tipo de violência elas estão combatendo”, comenta.

Carla acentua que a luta de todas as mulheres tem semelhanças, mas as abordagens precisam ser diferentes. “Enquanto algumas mulheres, especialmente as de classe média, estão lutando para ter os mesmos salários dos homens e pelo direito de ter uma maternidade que possa ser conciliada ao trabalho, as mulheres negras pobres estão lutando para ter o direito de trabalhar sem a permissão do marido, ter creches para deixar seus filhos e, até mesmo, lutando para que seus filhos não sejam mortos nas ruas”, defende.

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Janine Cecília vem de um coletivo que representa uma vertente crescente dentro do Feminismo: o Interseccional. Para ela, as mulheres sofrem opressões múltiplas que se interseccionam: a violência de gênero, a violência de raça e a violência de classe.

“O racismo em nosso país é estrutural. Ou seja, ele está inserido de forma sistêmica em todas as camadas da nossa sociedade, até mesmo em nós mesmas, negras”, assevera. Janine acentua que quando se vê mulheres negras bem-sucedidas, não é uma realidade comum. “São a exceção da exceção – e são usadas como referência, como quem diz: ‘todas podem chegar lá’. Mas na verdade, a gente sabe que o sistema não é feito para a gente chegar lá, mas sim, para achar que pode. Por isso, nossas ações têm que se voltar para mudar as estruturas e não a superfície”, ressalta.

 

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Diálogo que dá frutos

Depois das falas, veio o debate. E o público participou com perguntas às palestrantes. Uma das questões veio da estudante de Ciências Biológicas da UENP, Brunna Eduarda Reis, que perguntou sobre a relação entre o feminismo e a luta de classes. A acadêmica elogiou o evento e destacou a iniciativa do Numape em debater os temas.

“Mesmo acompanhando o tema de perto, essa discussão levantou questões que me levaram a querer perguntar. Esse espaço dentro da Universidade para debater assuntos tão importantes precisam ser valorizados, tanto pela comunidade acadêmica, como por toda a sociedade”, diz.

A discussão é um dos grandes benefícios do evento, segundo o coordenador do Numape, professor Fernando Brito. “Todo assunto que está relacionado ao trato com as minorias merece ser discutido. E se é discutido, sempre tem quem se interesse”, pontua.

A mediadora da mesa, Brunna Santiago, comenta que eventos como o Café ajudam a consolidar o trabalho que o Numape vem desempenhando desde janeiro. “Com vozes tão distintas e tanta gente participando, a gente consegue perceber que o nosso trabalho tem apoio da comunidade, o que nos fortalece”, relata.

A advogada do Núcleo, Layana Laiter, afirma que debates ajudam a fortalecer a consciência da comunidade e previnem contra a violência. “Quando o aspecto da prevenção ganha força, as mulheres passam a perceber que têm instrumentos jurídicos que as defendem, que elas não devem aceitar a violência, o machismo e a diminuição”, declara.

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