
["Freezer dos mercados ju00e1 estu00e3o com carne bovina escassa; predominam porco e aves"]
Estacionamentos vazios, muita gente caminhando, mercadorias acabando. Esse impacto diário que o paranaense tem presenciado nas cidades onde vivem.
A paralisação dos caminhoneiros, que já caminha para o nono dia, tem refletido principalmente no desabastecimento, cujos prejuízos estão longe de serem sequer contabilizados, quanto menos superados.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) calcula em R$ 3 bilhões os prejuízos para o setor, caso a greve dos caminhoneiros em todo o país seja mantida. A entidade prevê que, até quarta-feira (30), 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos poderão morrer por falta de ração no campo. Até o momento, já morrem 64 milhões de aves em razão de fome ou canibalismo.
Nos supermercados e açougues na região do Norte Pioneiro, a escassez, principalmente de carne bovina já é evidente, além dos estoques de carne de frango que também se aproximam do fim.
Nos freezer’s tem predominado a carne de porco, cujo transporte não foi interrompido entre os pequenos municípios. Nos mercados onde ainda tem carne de frango, os preços tiveram pequenas altas, entre 4 e 20 %.
Onde ainda tem carne de boi, os estoques estão baixos, pois o transporte que vem dos frigoríficos está parado nas paralisações há quase 10 dias.
O setor de hortifrúti ainda não foi afetado em estabelecimentos que compram os produtos de pequenos agricultores do município, contudo os carregamentos do Ceasa.


