Já não é novidade que os reflexos da greve tem gerado um desabastecimento assustador em todas asa regiões do país. Em alguns pontos do Paraná, como no Norte Pioneiro, mesmo mediante ao acordo e a declaração da Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) de que o governo já atendeu as reivindicações e que continuar paralisado só castigará a população, ainda existem manifestantes obstruindo a passagem de caminhões nas rodovias.
Além das consequências que sofrem a população em geral, grandes empresas da região que dependem totalmente do transporte diário para funcionarem, já iniciam um apelo para que a greve chegue ao fim.
Em nota oficial, o Grupo Pioneiro declarou que apoia as manifestações populares, contudo após 9 dias de greve os prejuízos contabilizados nas duas mil matrizes são devastadores.
Como a atividade principal se refere à criação e abate de aves, produção de ovos e ração, a paralisação travou todas as engrenagens da empresa que tem mais de 3 mil funcionários e está no mercado há mais de 35 anos.
Ainda de acordo com a nota, a crise sem precedentes já ocasionou a morte de 150 mil pintainhos, além do descarte já anunciado de 250 mil ovos. Nas granjas, cuja tarefa emprega mais de 400 famílias, o dano está longe de ser enumerado, no entanto já se prevê que 4,5 milhões de aves estejam passando fome, devido à produção de ração afetada pela falta de transporte que impede que a matéria pruma chegue à indústria e volte como suprimento para as granjas.
A empresa, que conta com todas as plantas no Norte Pioneiro, ressalta que os reflexos a greve atingem o consumidor em todas as esferas, quando falta combustível para a locomoção e com o repasse dos altos valores aos produtos que estão escassos e perecendo em caminhões parados.
Por fim, o grupo Pioneiro, afirma que, assim como todos os brasileiros anseia por um Brasil melhor, mas que necessitam de um retorno imediato das atividades para que não haja riscos aos empregos existentes e ao futuro.
Veja abaixo a nota da empresa na íntegra.



