Os jovens que estão à procura do primeiro emprego, muitas vezes, encontram diversos obstáculos para entrarem no tão sonhado mercado de trabalho.
Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que a taxa de desemprego entre jovens entre os anos de 2004 e 2014, era de apenas 16,1%.
No entanto, a desaceleração da economia nacional teve impacto direto nessa estatística e, em 2015, a taxa subiu para 20%. Já no ano seguinte, o número cresceu ainda mais e chegou a 27,1%. Em 2017, o índice voltou a aumentar e ficou na marca de 29,9%.
Maria Eduarda Silva Viana, de 16 anos, faz parte desta estatística. Mesmo com habilidades em informática básica e experiências em serviços anteriores, ela encontra dificuldades em encontrar o primeiro estágio.
Na busca por emprego desde seus 14 anos, Maria buscava uma oportunidade de trabalho como Jovem Aprendiz, no entanto não obteve sucesso, foi quando, aos 16 anos, decidiu deixar um currículo no Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR), a procura de uma vaga de estágio.
Contudo, após ser chamada duas vezes para fazer entrevistas de emprego, a jovem ouviu de empresários que eles retornariam caso houvesse interesse, no entanto, somente recebeu ligações dando a negativa à vaga.
“Eu estou procurando um emprego no qual eu me reconhecesse, uma coisa que eu gosto muito é a área de informática, tenho cursos e seria uma ótima oportunidade ingressar nessa atividade”, comenta.
A adolescente conta que tem facilidade para se comunicar com as pessoas e afirma que essa área também seria interessante para ter sua primeira experiência de estágio. “Ser aceito sem experiência não é fácil, muitas empresas acham que eu não tenho capacidade devido a minha idade e esse é o principal fator que atrapalha para eu ter a oportunidade do primeiro estágio”, afirma.
“Os empresários tem que confiar mais nos estudantes e dar a oportunidade para o jovem mostrar que tem capacidade e ver na falta de experiência, uma qualidade, pois damos ao empresário a chance de ter um aprendiz treinado de acordo com as necessidades da empresa”
Ofertando vagas
Com o intuito de contribuir com o ingresso de estudantes no mercado de trabalho, o CIEE tem trabalhado, há 50 anos, com programas de estágio, aprendizagem e cursos de capacitação.
Em Wenceslau Braz, o escritório fica responsável pelo atendimento das unidades de Japira, Jaboti, Pinhalão, Siqueira Campos, Salto do Itararé, Santana do Itararé, Tomazina, Ibaiti, Arapoti, Jaguariaíva, Sengés, São José da Boa Vista.
No polo de Wenceslau Braz, 160 estudantes estão na espera por uma vaga de estágio. A agente Maira Alves de Lima Silvério relata a possível motivação pelos empresários terem certos receios em contratar jovens.
“A falta de experiência é o principal fator dessa resistência. Porém, o interesse e dedicação dos jovens no geral tem superado essa dificuldade”, assegura.
Segundo a agente, os cursos que tem maior procura dos empresários são os de Ensino Médio, Formação de Docentes, Administração, Pedagogia e Direito. “Esses áreas sempre possuem uma grande procura por estagiários”.
Grande procura
No início do ano letivo os estudantes podem se cadastrar no site do CIEE e entregarem currículos pessoalmente no escritório, aumentando as chances de encontrarem um emprego.
A fim de aumentar o número de contratações, o Centro realiza visitas em toda região divulgando o programa de estágio, com isso, a procura por estudantes vem aumentando.
“Existem muitas empresas que buscam estagiários para treiná-los e moldá-los de acordo com as políticas da empresa e depois dar oportunidade de crescimento"
"Com isso o estágio oferece maneiras do aluno conhecer e aprender as habilidades essenciais para a prática e aprimoramento de sua carreira e isso contribui para ele se tornar um ótimo profissional no mercado de trabalho”, finaliza Maira.


