O Paraná já começou a se preparar para enfrentar os impactos do El Niño, fenômeno climático que deve ganhar força nos próximos meses e pode provocar tempestades severas, vendavais e chuvas acima da média em diversas regiões do estado.
De acordo com dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), há 61% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno ainda neste mês de maio. A previsão meteorológica é que esse percentual aumente para cerca de 80% até o fim do primeiro semestre, elevando o estado de atenção das autoridades.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, fator que altera os padrões climáticos em diferentes partes do planeta. No Paraná, os efeitos costumam ser sentidos principalmente no aumento da intensidade e frequência das tempestades.
Segundo o meteorologista Reinaldo Knab, o aquecimento das águas favorece a formação de grandes áreas de instabilidade atmosférica, criando condições propícias para temporais mais agressivos.
“Com mais calor e umidade disponíveis na atmosfera, aumenta significativamente o potencial para tempestades severas, acompanhadas de fortes rajadas de vento, queda de granizo e volumes expressivos de chuva”, explicou.
Diante do cenário, a Defesa Civil do Paraná já iniciou uma série de ações preventivas para reduzir possíveis danos causados por eventos climáticos extremos. Entre as medidas estão a revisão do Plano de Contingência Estadual, atualização do mapeamento de áreas de risco para enchentes e deslizamentos, além da orientação direta às prefeituras municipais.
O trabalho também inclui treinamentos, simulações de emergência e reforço na estrutura de resposta rápida em caso de desastres naturais.
Além das tempestades, o El Niño também deve influenciar diretamente nas temperaturas ao longo do inverno de 2026. Conforme análises do Simepar, o estado poderá registrar um inverno menos rigoroso em comparação ao ano anterior, com menor ocorrência de ondas intensas de frio.
Por outro lado, a previsão aponta para chuvas mais persistentes e irregulares no segundo semestre, cenário que aumenta o risco de transtornos em diversas cidades paranaenses.
“A tendência é de precipitações acima da média histórica em praticamente todas as regiões do Paraná, especialmente na metade sul do estado, que tradicionalmente sofre impactos mais intensos durante episódios de El Niño”, destacou o Simepar.
As autoridades orientam a população a acompanhar os alertas meteorológicos e manter atenção redobrada durante períodos de instabilidade climática, principalmente em áreas vulneráveis a enchentes, deslizamentos e quedas de árvores.


