O influenciador digital e ex-jogador de futebol Felipe Novelo Evangelista, de 25 anos, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (13), em Pato Branco, suspeito de aplicar golpes em empresários, influenciadores digitais e líderes religiosos de diferentes regiões do país.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, o investigado utilizava a própria popularidade nas redes sociais para conquistar a confiança das vítimas. Com cerca de 45 mil seguidores e vídeos que ultrapassavam 1 milhão de visualizações, ele ostentava uma vida de luxo e prometia serviços ligados à projeção de imagem e visibilidade digital.
Entre as ofertas feitas às vítimas estavam promessas de obtenção de selos de verificação em redes sociais e espaço em veículos de mídia nacional. No entanto, de acordo com as investigações, após receber os pagamentos, os serviços não eram entregues e os valores não eram devolvidos.
A polícia aponta que o esquema funcionava desde 2022 e tinha alcance nacional. Conforme a investigação, mais de R$ 3 milhões teriam sido movimentados nas contas ligadas ao influenciador ao longo do período.
Ainda segundo a Polícia Civil, Felipe utilizava contas bancárias de terceiros para ocultar a movimentação financeira do dinheiro obtido de forma ilícita.
As principais vítimas seriam empresários e pessoas públicas interessadas em fortalecer a imagem e ampliar a presença nas redes sociais. Até o momento, a investigação identificou cerca de 16 vítimas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Santa Catarina e Paraná.
Os prejuízos já formalizados em boletins de ocorrência ultrapassam R$ 200 mil. Entretanto, os investigadores acreditam que o valor real seja significativamente maior, já que parte das vítimas não procurou a polícia por medo de exposição pública ou devido a ameaças supostamente feitas pelo suspeito.
Além da prisão preventiva do influenciador, a Polícia Civil cumpriu dez mandados de busca e apreensão contra outros nove investigados suspeitos de emprestar contas bancárias utilizadas para movimentar e ocultar os valores provenientes dos golpes.
As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Pato Branco, Dois Vizinhos e Chapecó.
A investigação segue em andamento e a polícia trabalha para identificar novas vítimas e possíveis envolvidos no esquema criminoso.
Com informações do portal G1 PR


