Redação - Folha Extra
POLÍTICA - O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) realizou nesta quarta-feira (6) uma nova sessão para analisar processos envolvendo os deputados estaduais Renato Freitas (PT) e Ricardo Arruda (PL). Ao todo, seis representações estiveram na pauta do colegiado presidido pelo deputado Delegado Jacovós (PL), sendo cinco contra Freitas e uma contra Arruda.
Durante a reunião, os parlamentares concluíram a análise da representação movida por Ricardo Arruda contra Renato Freitas por declarações feitas na Tribuna da Alep e nas redes sociais. O deputado do PT havia chamado Arruda de “criminoso contumaz” e “assíduo cometedor de crimes” ao mencionar investigação sobre suposta prática de rachadinha. O Conselho manteve a aplicação de advertência escrita a Freitas após rejeitar pedido de reconsideração apresentado pela defesa.
O colegiado também aprovou o arquivamento de uma denúncia contra Renato Freitas relacionada a uma manifestação simbólica realizada no Plenário da Assembleia, quando o parlamentar apareceu usando uma gravata em volta do pescoço durante sessão legislativa. O relator entendeu que não houve violação ao decoro parlamentar.
Já o deputado Ricardo Arruda recebeu punição de censura escrita por declarações feitas no Plenário da Alep em setembro de 2025, quando se referiu à ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, como “bruxa”. A denúncia havia sido apresentada por deputadas estaduais da Casa. A decisão ainda permite recurso.
Outros dois processos contra Renato Freitas tiveram novos pareceres apresentados, mas não foram votados após pedidos de vista. Um deles trata de uma confusão registrada durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep, envolvendo o deputado Márcio Pacheco (Republicanos) e um assessor parlamentar. O parecer recomenda suspensão das prerrogativas regimentais de Freitas por 30 dias.
Outro relatório pede a cassação do mandato do parlamentar petista devido a uma luta corporal registrada no Centro de Curitiba em novembro de 2025. Segundo o parecer, o episódio teria causado desgaste institucional à imagem da Assembleia Legislativa.
O Conselho também adiou novamente a análise do processo que investiga a participação de Renato Freitas em uma manifestação realizada em um supermercado de Curitiba. O relator defende suspensão das prerrogativas parlamentares por 30 dias, enquanto voto divergente apresentado no colegiado sugere aplicação de censura escrita.


