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“Cena de Guerra em Jaguariaíva” – Testemunhas e autoridades relatam pânico causado pelas quadrilhas

“Cena de Guerra em Jaguariaíva” – Testemunhas e autoridades relatam pânico causado pelas quadrilhas

“Cenário de Guerra”. Com essas palavras, testemunhas que estiveram nas agências do Banco Itaú e Caixa Econômica Federal de Jaguariaíva na manhã desta segunda-feira (11), descreveram os estabelecimentos que foram alvo de uma quadrilha durante a madrugada.

A ação contou com ao menos oito pessoas equipadas com rádios comunicadores, três bombas detonadas, além de inúmeros munições de calibre 5,56 e 7,62.

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Na Caixa Econômica, primeiro banco visado pela quadrilha, com a explosão da porta, o sistema de segurança acionou uma cortina de fumaça, que frustrou o roubo. Foi quando os criminosos partiram para a agência do banco Itaú e promoveram uma verdadeira destruição no local. A instituição não divulgou o montante roubado, mas estima-se que, além do dinheiro, houve grande prejuízo com a restauração do prédio, que pode demorar até 30 dias para voltar a operar normalmente.

A reportagem tentou contato com os funcionários da agência, mas nenhum deles foi encontrado.

 

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Na Mira dos Bandidos

A onda de violência é visível nos municípios dos Campos Gerais, pois apenas neste ano foram ao menos seis ações envolvendo assaltos a bancos ou sequestros de gerentes nos municípios de Palmeira, Jaguariaíva, Piraí do Sul, Castro e Carambeí.

Em Jaguariaíva, município com pouco mais de 40 mil habitantes e apenas três policiais militares em cada plantão, uma ação parecida foi registrada há pouco mais de duas semanas, mas, na ocasião, para terem acesso ao dinheiro do banco, os bandidos sequestraram um gerente, aterrorizando o servidor e sua família.

Sobre o baixo efetivo policial, o comandante da 1ª Companhia de Polícia Militar, capitão Clodoaldo José Gonçalves de Melo, afirmou que a criação da Cia Independente de Castro teria como efeito imediato colocar mais que o dobro de policiais nas ruas, o que não evita, mas inibe ações de criminosos. “Essas quadrilhas arquitetam muito bem as ações e geralmente recebem informações de pessoas ligadas ao próprio banco, ou até moradores que sondam a rota das viaturas, observam a rotina dos policiais, com o intuito de sempre evitarem conflito, ou seja, agem quando a equipe está no destacamento, e sabem que é impossível três policiais combaterem oito criminosos fortemente armados”, explica.

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Dentro das políticas públicas de cada município, pouco se pode fazer para prever ações criminosas como esta, além do que, municípios com forte fluxo econômico como Jaguariaíva, acabam caindo nas graças dos criminosos.

Em entrevista sobre o ocorrido, o prefeito Juca Sloboda (DEM) reforçou a necessidade do aumento de efetivo no município e destacou outras ações conjuntas com a AMCG (Associação dos Municípios dos Campos Gerais). “Temos cobrado ações do Governo do Estado para combater essas ações de quadrilhas especializadas em assalto à bancos. Assim como Jaguariaíva, outras cidades vizinhas também foram alvos de quadrilhas nas últimas semanas, infelizmente esse é o reflexo do avanço da violência para os municípios menores. Contudo nosso foco agora é que ambas agências voltem a operar o mais rápido possível para não prejudicar pagamentos dos trabalhadores e aposentados”, finaliza o chefe do Executivo.

Como fica notório em assaltos como este, o objetivo dos criminosos não é ferir a população ou até mesmo os policiais, eles reprimem para evitar o revide. No entanto, os tiros e explosões não só assustam, como atingem estabelecimentos e casas ao redor das agências, além de disseminar o pânico.

A comerciante Cleide Martins, proprietária de uma farmácia próxima à um dos bancos atacados, conta que ainda durante a madrugada, ela e o marido foram até o estabelecimento após ouvirem os estrondos e a cena era de uma verdadeira guerra. “Foram bombas e tiros durante uns 20 minutos, uma situação desesperadora para quem mora perto, imagine as pessoas que estão na rua passando de carro e põem ser atingidas por uma bala perdida”, relata.

 

Crimes Interligados

O Capitão Clodoaldo explica que, seguindo um padrão, as quadrilhas usam carros roubados para realizarem esses assaltos, mas não continuam com ele e acabam os abandonando e abordando outros motoristas para seguirem sua fuga em carros diferentes, ainda sem alerta de furto.

O delegado Derick de Moura Jorge afirmou que a Polícia Civil está investigando o caso, mas não confirmou se há alguma ligação entre esse crime e o sequestro do bancário no mês passado.

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