DA REDAÇÃO/A REDE - FOLHA EXTRA
Um grupo de prefeitos filiados ao Partido Liberal (PL) nos Campos Gerais deve formalizar, nesta quinta-feira (26), em Curitiba, a desfiliação coletiva da sigla. A articulação ocorre após a entrada do senador Sergio Moro no partido, que vem sendo apontado como possível pré-candidato ao Governo do Paraná.
A movimentação expõe o clima de insatisfação entre lideranças municipais, que afirmam não terem sido consultadas previamente sobre a filiação do senador. Ao menos 40 dos 52 prefeitos do PL, quase 80%, anunciarão a saída do partido.
"A filiação do senador ocorreu sem consulta às bases e não concordamos com a candidatura", destacou Juca Sloboda, prefeito de Jaguariaíva
Além disso, os gestores reforçam alinhamento político ao atual governador Ratinho Júnior, que nesta semana anunciou que não disputará a Presidência da República e pretende concluir seu mandato até dezembro.
O cenário abre novas discussões sobre a sucessão estadual em 2026, especialmente em relação ao nome que deverá receber o apoio do governador.
Integram a comitiva que segue para a capital os prefeitos Juca Sloboda (Jaguariaíva), Douglas Modesto (Ipiranga), Elisangela Pedroso (Carambeí) e Henrique Carneiro (Piraí do Sul). A expectativa é que o encontro reúna lideranças de diferentes regiões para definir uma posição conjunta.
Segundo o prefeito Juca Sloboda, a decisão pela desfiliação é resultado direto da condução interna do partido. “Temos uma reunião com os prefeitos do PL do Paraná para tratar dessa saída coletiva. A filiação do senador ocorreu sem consulta às bases e não concordamos com a candidatura”, afirmou.
O gestor também destacou o interesse dos municípios em manter o alinhamento com o atual modelo de gestão estadual. “Pelo trabalho realizado pelo governador Ratinho Júnior, defendemos a continuidade de um governo que dialogue com as prefeituras e tenha interlocução direta com os municípios”, pontuou.
Ainda de acordo com Sloboda, a avaliação do grupo é de que faltou proximidade do senador com as demandas regionais. “Durante o período no Senado, não houve interlocução efetiva com os municípios da nossa região nem destinação de recursos. Precisamos de um governador municipalista, que conheça a realidade das cidades”, completou.
Após a saída do partido, os prefeitos indicam que devem apoiar um candidato alinhado à base do governo estadual nas eleições de 2026, reforçando o peso político das lideranças municipais na definição do próximo cenário eleitoral no Paraná.

