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Acidente com ambulância e mortes reacende preocupação com trevos da PR092 em Wenceslau Braz

Tragédia que tirou a vida da enfermeira Gislaine Ferreira e do paciente Silvio Ferreira voltou a acender o debate sobre os riscos enfrentados por motoristas que entram e saem da cidade

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

WENCESLAU BRAZ - O grave acidente envolvendo uma ambulância e um caminhão, que resultou na morte da enfermeira Gislaine Ferreira dos Santos Cruz e do paciente Silvio Ferreira de Almeida na manhã desta quarta-feira (18), voltou a acender o debate sobre os riscos enfrentados diariamente por motoristas que trafegam pela PR-092, em Wenceslau Braz, no Norte Pioneiro.

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A tragédia aconteceu no trevo de acesso ao Contorno Sul, um ponto considerado crítico por condutores da região. No veículo da saúde estavam a enfermeira, de 34 anos, e o paciente, de 81 anos, que morreram ainda no local após a colisão com um caminhão carregado.

As vítimas retornavam do município de Ibaiti, onde o idoso havia sido levado para realizar um exame de tomografia. O impacto violento mobilizou equipes de resgate, forças de segurança e a concessionária responsável pelo trecho, além de provocar lentidão no trânsito durante o atendimento da ocorrência.

O caso gerou forte comoção em toda a região, especialmente porque a enfermeira atuava na rede pública de saúde em duas cidades do Norte Pioneiro: São José da Boa Vista e Wenceslau Braz. Entre mensagens de desabafo e tristeza, a tragédia reforçou a sensação de insegurança entre profissionais que dependem do deslocamento frequente pelas rodovias para garantir o atendimento de pacientes, e também pelo fato de a rodovia possuir um alto tráfego.

No entanto, a tragédia desta semana não é um episódio isolado, mas faz parte de um histórico que há anos gera insegurança. Motoristas e moradores da região que utilizam a PR-092 com frequência relatam preocupação com a dinâmica dos trevos e cruzamentos, onde a visibilidade pode ser comprometida e o fluxo de caminhões é intenso. No trevo de acesso ao Contorno Sul, em Wenceslau Braz, onde ocorreu a tragédia desta quarta-feira, a visibilidade é considerada ampla. Ainda assim, um segundo de descuido pode ser suficiente para transformar uma travessia em uma fatalidade.

Situações semelhantes já foram registradas no mesmo ponto, muitas vezes envolvendo motoristas que acreditam que conseguem cruzar a pista a tempo ou que acabam sendo surpreendidos por um instante de desatenção — fatores que, somados ao fluxo intenso de veículos, principalmente caminhões, aumentam o risco de acidentes graves no trecho.

A cidade possuí mais cinco trevos. O outro trevo que dá acesso ao Contorno Sul, vindo da Rodovia Atílio Palmonari, sentido São José da Boa Vista, possuí uma dinâmica segura, enquanto os outros trevos da cidade também não apresentam segurança para os motoristas.

O famoso trevo da Denorpi, no sentido Siqueira Campos a Wenceslau Braz, ainda possuí um lugar para que os motoristas possam parar e seguir em direção à cidade quando o fluxo diminui, mas nos outros não acontecem assim.

No trevo que dá acesso à cidade pelo Colégio Estadual Professor Milton Benner, não há contorno ou acostamento seguro para os motoristas, o que torna o trajeto perigoso. No trevo da famosa Sodibel, ou Skol, acontece a mesma situação, sem um local adequado para que os motoristas possam esperar o fluxo abaixar para realizar a travessia.

Em todos estes trevos, sucessivas ocorrências graves e fatais vêm sendo registradas, envolvendo desde motociclistas e motoristas até pedestres e ciclistas. Em diferentes momentos, colisões entre motos e caminhões, batidas violentas entre carretas, acidentes envolvendo carros, vans e até ônibus evidenciaram o risco constante enfrentado por quem precisa cruzar ou acessar a rodovia.

Houve casos de atropelamento de um idoso que saía de bicicleta por um dos trevos, acidentes com motociclistas idosos, além de episódios que marcaram profundamente a comunidade, como a morte de uma mulher grávida após uma colisão no acesso conhecido como Denorpi.

No trecho do Contorno Sul, onde aconteceu o acidente mais recente, a dinâmica do tráfego intenso — especialmente de veículos pesados — já foi cenário de impactos severos, com ocorrências que resultaram em vítimas graves e mortes. Para muitos, a sucessão de acidentes ao longo dos anos revela um problema estrutural que vai além de falhas humanas pontuais, apontando para a necessidade de intervenções que tornem os cruzamentos mais seguros.

Outro ponto que intensifica ainda mais o debate é a realidade observada no trevo da Denorpi. No local, o espaço frequentemente utilizado pelos motoristas como uma espécie de “contorno” para realizar a travessia não integra oficialmente a estrutura viária do trevo, mas pertence ao pátio de uma empresa privada.

A prática, comum entre condutores que buscam reduzir o risco ao cruzar a pista, evidencia a carência de soluções adequadas de infraestrutura em pontos considerados críticos da rodovia. Diante desse cenário, a sequência de acidentes ao longo do tempo tem ampliado a cobrança por medidas que garantam mais segurança e evitem que novas tragédias se repitam.

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