DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
SÃO JOSÉ DA BOA VISTA - Natural de São José da Boa Vista, no Norte Pioneiro do Paraná, a atriz e cantora Gabi Caroline está vivendo um dos momentos mais marcantes de sua trajetória artística. Morando atualmente em Curitiba, ela integra o elenco de uma peça que fará parte da programação independente do Festival de Curitiba, considerado o maior festival de teatro da América Latina.
A apresentação está marcada para o dia 5 de abril, na Casa do Estudante Universitário, e representa a realização de um sonho que começou ainda na adolescência.
Quero que minha história inspire outras pessoas do interior a acreditarem que também podem chegar onde desejam
Início simples, sonhos grandes
Filha do comerciante conhecido como Nenê Barba, do Mercado Santa Bárbara, e da professora Elizabete da Silva, Gabi cresceu em São José da Boa Vista e começou sua trajetória artística aos 15 anos, publicando covers nas redes sociais.
Pouco tempo depois, gravou sua primeira música autoral, “Insônia”, em um estúdio de Wenceslau Braz. A partir dali, passou a se apresentar em bares, eventos e festividades pela região, construindo seu público de forma gradual.
O grande salto veio em 2021, quando a canção “Luzes de Setembro” viralizou na internet, ampliando sua visibilidade e abrindo portas para novos projetos.
Mudança para Curitiba e novos horizontes
Determinada a se aprofundar na arte, Gabi se mudou para Curitiba em 2024, após ser aprovada no curso de Artes Cênicas da Faculdade de Artes do Paraná (UNESPAR/FAP). Desde então, passou a atuar em diversos projetos dentro e fora da universidade.
Em 2025, outro momento marcante: a artista cantou para um público de cerca de 20 mil pessoas na Parada de Curitiba, experiência que ela descreve como surpreendente e emocionante. “Foi incrível ver pessoas cantando minhas músicas. Ali percebi que meu trabalho estava realmente chegando às pessoas”, relembra.
Sonho realizado no Festival de Curitiba
A peça que levará Gabi ao Festival nasceu dentro de um laboratório de montagem da faculdade, atividade acadêmica que resultou em uma apresentação pública no fim do ano passado. O trabalho foi bem recebido pelo público e, por meio de um convite de um colega, o grupo conquistou uma vaga na programação independente do evento.
Para a artista, estar no festival representa muito mais do que uma apresentação: é a prova de que a persistência e a dedicação podem transformar sonhos em realidade.
“Eu sempre sonhei em participar do Festival de Curitiba. Poder viver isso agora é uma conquista enorme. Quero que minha história inspire outras pessoas do interior a acreditarem que também podem chegar onde desejam”, afirma.
No Festival, Gabi sobe ao palco com a peça “Padre, Pedra, Pedro”, um espetáculo que une humor, crítica e elementos do teatro do absurdo. A história acompanha a tripulação de um navio pirata que aceita transportar um padre determinado a levar a palavra de São Pedro a um destino distante. O que parecia apenas uma travessia comum logo se transforma em uma jornada marcada por tempestades, tensões e disputas de poder.
Ao longo da viagem em alto-mar, os personagens se veem envolvidos em situações cômicas e imprevisíveis, que provocam reflexões sobre fé, autoridade e os limites da sobrevivência. Com uma narrativa dinâmica e cheia de simbolismos, a montagem aposta na mistura entre o riso e a crítica social para envolver o público e provocar diferentes interpretações.
A participação no espetáculo representa mais um passo importante na trajetória artística de Gabi, que agora leva seu talento a um dos palcos mais relevantes do cenário cultural latino-americano, consolidando o crescimento de sua carreira e fortalecendo a conexão com suas origens no Norte Pioneiro.
Inspiração que vem do interior
Mesmo vivendo na capital, Gabi mantém forte ligação com suas origens e faz questão de destacar o apoio recebido desde o início. Sua trajetória é vista como exemplo para jovens da região que desejam seguir carreira artística.
Com novos projetos musicais e teatrais em andamento, a artista segue construindo sua carreira passo a passo — mostrando que o caminho pode ser desafiador, mas é possível para quem acredita no próprio talento.


